O Setúbal acabou por triunfar, na bola de jogo, por 13-12, ao acreditar e lutar até ao fim. O Caldas apenas se pode queixar de si próprio, essencialmente por falta de capacidade de decidir as melhores opções de jogo em momentos importantes do encontro.
Não foi uma partida bonita de se assistir. Jogo confuso, cheio de faltas – técnicas e táticas e, acima de tudo muito indisciplinado. Três amarelos e dois vermelhos, estes para a equipa da casa, não abonam aquilo que se pretende seja um jogo de rugby. A arbitragem foi prejudicada por esta atitude de indisciplina, de jogo e desportiva.
O apoio à equipa da casa esteve presente, mas nem sempre com as atitudes mais convenientes.
Aos 9 minutos uma penalidade, por falta no ruck, foi bem transformada pelo chutador sadino, inaugurando o marcador. Vitória FC – 3 / Caldas RC – 0.
Seguiu-se uma fase de equilíbrio, jogada a meio-campo, com inúmeros erros técnicos de ambas as equipas.
Os pelicanos começaram a ser um pouco mais efetivos no seu jogo e, aos 28 minutos, numa boa jogada no seguimento de conquista de formação ordenada, saída do asa do lado fechado, Ricardo Marques, pontapé tático do médio de abertura Tomás “Tommy” Lamboglia, a solicitar Gustavo ”Toro” Moura, que recebeu bem e conclui com um toque de meta de belo efeito. A tentativa de transformação não resultou.
Continuou a dominar a equipa visitante mas vários erros técnicos, nos alinhamentos e em perdas de bola no contacto não permitiram que as iniciativas de ataque resultassem. Duas faltas, por obstrução em jogadas de moule, frustraram boas ocasiões do Caldas pontuar, quando o Setúbal jogava com 14, por amarelo. A determinada e muito eficaz defesa sadina foi preponderante nesta fase.
Galvanizada, a equipa da casa acabou por reagir e, na bola de jogo chegou ao ensaio. Penalidade a castigar uma jogada indisciplinada do centro caldense, Nika Charkviani, num ruck a meio-campo, e consequente amarelo, jogada à touche. Alinhamento, nos 5 metros, bem conquistado, moule e o toque de meta entre os postes, transformado com facilidade.
Ao intervalo: Vitória FC -10 / Caldas RC – 5. Tudo em aberto para a segunda parte.
Entrou um pouco melhor o Caldas. Mesmo sem nunca jogar bem, instalou-se nos 10 metros setubalenses. De novo erros finais de manuseamento comprometeram a finalização.
Contudo, e aos 45 minutos, uma interceção do talonador pelicano, David “Foto” Esteves, quando os sadinos tentavam sair a jogar nos seus 22 metros, foi aproveitada e o ensaio, entre os postes, facilmente transformado, por “Tommy” Lamboglia, inverteu o resultado. Setúbal FC – 10 / Caldas RC – 12.
À entrada dos últimos 20 minutos, os sadinos apostaram tudo, refrescando a linha avançada.
Mas este último quarto foi de indisciplina técnica – o Caldas aqui esteve francamente mal, cometendo faltas sucessivas nos rucks, o que lhe valeu um amarelo à primeira linha numa fase decisiva do jogo, e indisciplina desportiva do Setúbal, que viu dois vermelhos.
Foi nesta atmosfera que o jogo acabou por ficar decidido na última jogada. O Caldas teve uma penalidade já no meio campo adversário e, optou por jogar à mão. Um novo erro técnico foi aproveitado pelo Setúbal para colocar a oval à entrada dos 10 metros adversários. Uma conquista no alinhamento, seguida de moule só foi travada com nova penalidade. A transformação eficaz fixou o resultado final: Vitória FC – 13 / Caldas RC – 12
Espera-se uma reação imediata a esta prestação menos conseguida, já no próximo jogo em casa, contra a forte equipa do Moita Bairrada. O apoio do público pelicano será fundamental.
O CRC alinhou com Luís Gaspar, David Esteves, Rui Santos, Cristiano Manuel, Bruno Martins, Gonçalo Sampaio, Ricardo Marques (Cap.), Filipe Gil, Salvador Cambournac, Tomás Lamboglia, Gustavo Moura, Jonathan Nolan, Nika Charkviani, Tomás Jacinto, Gonçalo Silva, João Vicente, Filipe Nobre, Francisco Fraga, Sebastião Vasconcelos, Leonardo Ferreira, Diogo Vasconcelos e Cristóvão Monteiro; Treinador: Patricio Lamboglia; Fisioterapeuta: João Raimundo/Physioclem; Diretor Equipa: Adelino Jacinto.



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