Tem tradução e encenação de Luís Varela, cenografia e figurinos de José Carlos Faria, design sonoro e música de Carlos Alberto Augusto e conta com as interpretações de Inês Barros, Carlos Borges, José Carlos Faria e Tiago Moreira.
Numa era em que os partidos neo-nazis assumiram uma preponderância cada vez mais presente em diversos países europeus e nos Estados Unidos, o teatro, pela sua natureza crítica e democrática, pretendeu chamar a atenção para os modos de afirmação dessa relevância, tanto os violentos de rua quanto os da sua infiltração no sistema parlamentar europeu e perigos implícitos: violência xenófoba, sexista, homofóbica, em suma, a destruição da democracia e dos seus fundamentos – os textos de Bertolt Brecht escolhidos para Europa 39 são essa tentativa, ético-estética, de uma resposta possível.
Espetáculo próximo do cabaré político dos anos 30 do século XX, o conjunto constituído pelas curtas peças encerra uma dimensão pedagógica prospetiva, formalmente tratada em cena por alusões ao tempo presente, sobre os destinos da Europa nos séculos XX e XXI.



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