“O projeto de passagem do CHO a Entidade Pública Empresarial, indispensável para resolver a integração desses precários, já está pronto, está a ser analisado pelas Finanças e a expetativa é que durante este primeiro trimestre do ano possamos passar o CHO a EPE e com isso facilitar a contratação dos recursos humanos que têm vínculos precários”, afirmou Fernando Araújo aos jornalistas, à margem da inauguração de uma Unidade de Saúde Familiar, na Lourinhã, na passada sexta-feira.
Os 180 funcionários, que estiveram em greve entre 25 e 27 de outubro a exigir melhores condições de trabalho e igualdade de direitos, prestam serviço nos hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, alguns há quase duas décadas, mas estão contratados através da empresa Lowmargin, ao abrigo de um contrato de prestação de serviços com o CHO.
O CHO gastou em 2015 mais de 10,1 milhões de euros na subcontratação de trabalhadores, reconheceu o Ministério da Saúde numa resposta ao Bloco de Esquerda. Segundo o partido, a integração daqueles trabalhadores no quadro pouparia ao CHO entre um milhão a três milhões de euros por ano.
Nova greve
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Centro, os trabalhadores da saúde no CHO “aderiram massivamente à greve nacional” na semana passada.
No que diz respeito às unidades de Caldas da Rainha e Peniche, verificou-se “uma adesão de 90%”, sendo que “parte dos trabalhadores em greve integram uma empresa de trabalho temporário”.
As reivindicações que motivam esta luta são “35 horas para todos e regulamentação dos horários de trabalho, valorização das carreiras profissionais do setor, criação da carreira especial de técnico auxiliar de saúde, e pagamento do abono para falhas, entre outros”.



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