A peça “O Juiz das Borracheiras”, farsa do século XIX herdeira do “Entremez da Castanheira” que Almeida Garrett refere na sua “Introdução” a Um Auto de Gil Vicente e que se destinava a fechar os espetáculos das óperas de Metastásio acomodadas ao” gosto português”, põe em causa a justiça e os juízes.
A leitura encenada terá a participação de seis “interlocutores” da Universidade Sénior que durante quase seis meses trabalharam com o ator/formador Carlos Borges.
O processo que agora termina, com esta apresentação, contou, no entanto, com a leitura de outros textos de geometria variável que visaram promover uma arte do espectador, no pressuposto que da leitura do texto dramático se descubra a imaginação de um texto cénico possível. Cervantes, Abel Neves, Gil Vicente, entre outros, foram alguns dos textos lidos e “discutidos”.



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