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Crónica

Casal caldense viaja pelo mundo

Joana Oliveira e Tiago Fidalgo

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Batam, Java, Bali, Lombok, Sumbawa, Flores e Timor Ocidental: as sete ilhas que visitámos em vinte dias, das mais de 17 mil que compõem o grande arquipélago da Indonésia, aquele que se constitui como o quarto país mais populoso do mundo. Nelas, apanhámos vinte boleias e sete barcos; viajámos mais de 120 horas e colecionámos sorrisos e partilhas.
Fotografia tirada na ilha de Sumbawa, na Indonésia

Com algumas diferenças entre si, da cor de pele à comida, as ilhas indonésias marcaram-nos pelas suas semelhanças: toda a sua beleza natural, verde e selvagem, recheada de coqueiros e bananeiras, macacos e mar sem fim, pessoas doces e paladar picante. E infelizmente, também, pelo desprezo ambiental, o excesso de lixo pelas ruas, praias, rios ou mar.

Na Indonésia, conquistaram-nos o olhar sincero e a doçura daqueles que se cruzaram no nosso caminho, a bondade de todos os que nos hospedaram e convidaram a entrar nas suas casas. Mas marcou-nos fundo no coração a pobreza em que a maioria vive, a falta de condições generalizada e a lixeira envolvente. Não há cuidado com o lixo, não há educação para tal. Embalagens, garrafas, resíduos alimentares; não interessa, é tudo largado no chão, atirado pela janela, não interessa. Até mesmo nos barcos que apanhámos, vimos hábitos imperdoáveis serem considerados normais, como cuspir cascas ou apagar beatas para o chão de madeira, outrora limpo e intocado.

Aliás, foi com o vício do tabaco que mais nos defrontámos, sendo que as regras são recentes e fumam ainda em todo e qualquer espaço, seja um autocarro ou o posto dos correios. E por falar em fumo, deparámo-nos também com um país sempre em chamas: ao nascer ou pôr do sol queimam o lixo e fazem arder os terrenos, estes por crença de uma fertilização imediata. E assim vivem, com crenças culturais entranhadas e muito vivas e vividas.

Também cultural é a religião, maioritariamente muçulmana. Ainda assim, na ilha de Bali dizem-se hindus, nas Flores católicos e em Timor Ocidental protestantes. Afirmam viver em paz com esta mistura, mas pudemos perceber que nem sempre é assim. Já o governo impõe a escolha de uma religião, não sendo reconhecidos ateus ou agnósticos. Mas curioso, é que mesmo muçulmano, é um país onde se pode usar biquini.

Não menos curiosa é a arte de comer chili e a famosa street food. Abastados em tempeh e tofu, vivemos felizes. Mas não tão felizes com a forma como o cozinham: sempre tudo frito e refrito. E ouvimos até contar histórias do mais estranho que há sobre tradições gastronómicas e pouco saudáveis, em paralelo com o arroz empapado e insosso, que comem a todas as refeições, incluindo o pequeno-almoço. Melhor, só mesmo as mangas que pudemos comer apanhadas diretamente das árvores – um verdadeiro consolo!

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