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Nazaré dos anos 30 e 40 em presépio na antiga lota

Francisco Gomes

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Um presépio que recria a Nazaré nos anos 30 e 40 do século passado e com mais de 150 figuras que envergam os trajes tradicionais locais pode ser vista naquela vila. O cenário do nascimento de Jesus é uma típica embarcação de pesca.
Exposição no Centro Cultural da Nazaré

A representação da sede do concelho, com os três núcleos populacionais – Praia, Pederneira e Sítio – é um dos destaques desta exposição, composta por bonecos em miniatura, vestidos com os trajes típicos, e vários edifícios e locais que são património da vila, como o ascensor, o santuário de Nossa Senhora da Nazaré, o Forte de S. Miguel Arcanjo, a marginal e as casas antigas, os challets e as habitações dos pescadores.

Está representado o período de 1930-1940, interessante do ponto de vista cultural e típico. Os habitantes com mais idade ficam fascinados e os mais novos também gostam de ver a Nazaré de outros tempos. Esta é uma exposição que deixa uma lágrima no canto do olho aos nazarenos.

Cacilda Robalo comentou que “está aqui a prova de como a nossa terra era linda. Não quer dizer que agora não seja, mas está diferente”. Um pormenor que notou o presépio foi que as mulheres usavam antigamente “saias mais compridas e roupas mais modestas”.

Dantes “desmanchávamos um quarto só para fazer o presépio”, recordou Maria Virgínia, que considerou a exposição “muito bonita e com muito gosto”.

“As mãos que fazem isto são maravilhosas”, manifestou Maria do Céu. “Todo o nazareno gosta de ver como era a Nazaré antigamente. Recordar é viver”, disse Mário Albano.

Em exposição no Centro Cultural da Nazaré (antiga lota), até 8 de janeiro a mostra, com entrada gratuita, é organizada pelo Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré. Conta com os trabalhos dos artesãos Fernando Barqueiro e Edmundo José Barbosa. “Foi mesmo de um sentimento de saudade que esta exposição nasceu e fico satisfeita porque acho que o nosso grupo contribui para que as pessoas que venham aqui ver sintam um bocadinho de paz dentro de si”, referiu Lurdes Barqueiro, do grupo etnográfico.

Francisco Gomes

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