A cerimónia começou com a formatura pronta na Parada D. Afonso Henriques, tendo sido feita a descrição da evolução histórica da bandeira nacional, desde a primeira, na época de D. Afonso Henriques (1143-1185), até à instauração do regime republicano, no início do século passado.
Segundo a tradição, durante as primeiras lutas pela independência de Portugal, D. Afonso Henriques teria usado um escudo branco com uma cruz azul, e assim foi a primeira bandeira nacional.
Seguira-se mais dez estandartes, todos eles, exceto o atual, com as armas reais representadas por cinco escudetes de azul. O que mudava, ao longo dos reinados de D. Sancho I (1185-1211) até D. Manuel II (1908-1910), era basicamente a bordadura. Com D. Afonso III (1248-1279), as armas do reino receberam uma bordadura de vermelho, com castelos de ouro. No reinado de D. Manuel I (1495-1521), as armas reais foram fixadas em fundo branco. Ao centro estava o escudo e uma coroa real.
No reinado de D. João VI (1816-1826) foi colocada por detrás do escudo uma esfera armilar de ouro em campo azul, simbolizando o reino do Brasil, e sobre ela figurava uma coroa real fechada.
Seria no tempo de D. Maria II (1834-1853) que a bandeira sofreria uma grande alteração, já que passou a ser bipartida verticalmente em branco e azul.
Após a instauração do regime republicano foi aprovada a bandeira bipartida verticalmente em duas cores fundamentais – verde escuro, que representa a esperança em melhores dias de prosperidade, e escarlate, que representa o sangue derramado nas conquistas e na defesa da pátria. Ao centro, o escudo das armas nacionais, assente sobre a esfera armilar. E sete castelos representam as cidades fortificadas que D. Afonso II tomou aos mouros. Cinco escudetes azuis pequenos fazem alusão às cinco chagas de Jesus Cristo e besantes de prata recordam o dinheiro pelo qual Judas vendeu Jesus Cristo e simbolizam o poder régio de cunhar moeda.
“A preservação do património cultural de uma nação não pode estar dissociada do conhecimento da sua história. Entendemos que esta cerimónia, simples mas plena de significado, é uma forma de guardar e promover esse conhecimento. Com bandeiras e símbolos nacionais, visitámos Portugal, os nossos heróis e os seus feitos”, manifestou o comandante da ESE, coronel Lino Gonçalves, esperando que todos os que assistiram à cerimónia sejam “os porta-bandeiras da nossa história”.
Neste evento participaram 84 alunos do 4º ano da escola do Bairro da Ponte, 56 da escola dos Arneiros e 49 da escola da Encosta do Sol. Após fotografia de conjunto na escadaria da parada do quartel, Sofia, de nove anos, da Encosta do Sol, disse ao JORNAL DAS CALDAS que gostou da cerimónia porque aprendeu que não houve só uma bandeira. Já Simão, de nove anos, dos Arneiros, relatou que apesar das onze bandeiras, aquela que mais gosta é a atual.
Esta é uma temática que se integra naquilo que os alunos aprendem nas aulas, a que se junta o hino nacional, que todos já cantaram.
Francisco Gomes





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