Q
Peniche

200 operacionais em exercício internacional de emergência

Francisco Gomes

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
Realizou-se em Peniche, ao longo de 24 horas, um exercício internacional que testou a capacidade de resposta de duas centenas de operacionais em situações de emergência.
A busca e salvamento de menores desparecidos num pinhal foi um dos exercícios

A iniciativa da Escola Portuguesa de Salvamento (EPS), organização filiada na Liga Portuguesa de Proteção Civil e na Associação Europeia de Equipas Voluntárias de Proteção Civil, em parceria com os Bombeiros Voluntários de Peniche, juntou elementos de dez países, colocando à prova o mecanismo de ajuda da União Europeia, que pode ser acionado em caso de necessidade em situações de catástrofe.

O objetivo foi “trocar conhecimentos e experiências” entre as equipas. Participaram no exercício “Sar Day 2016” operacionais de Itália, Malta, Inglaterra, Grécia, Chipre, Hungria, Espanha, Sérvia e Bósnia Herzegovina, para além de diversas equipas portuguesas, entre corpos de bombeiros e de proteção civil.

Foram simulados, entre as dez horas de sábado e as dez horas de domingo, vários cenários decorrentes de uma situação “meteorológica adversa”, como o desaparecimento de crianças num pinhal, a derrocada de uma barragem com necessidade de resgate de pessoas, combate a fogo florestal, salvamento de ocupantes de um carro arrastado por cheias, entre outros.

O JORNAL DAS CALDAS acompanhou as operações de busca de cinco menores desaparecidos no pinhal de Ferrel, Peniche, que fez movimentar um contingente que incluía cães.

Depois de definida a zona em que as crianças foram vistas a última vez, a área foi pesquisada a pente fino. “Dividiram-se as equipas numa área de 20 mil metros quadrados”, descreveu Rúben Silva, da EPS, elucidando que “pretendeu-se treinar as técnicas entre países”.

Pedro Novais, do EPS, disse que no terreno os operacionais foram confrontados com diversos obstáculos. “Para além das condições climatéricas, o desnível e vegetação, buracos nos terrenos que podem condicionar as buscas e exigem uma atenção redobrada para progredir no terreno”.

As crianças acabaram por ser encontradas e depois de assistidas foram levadas para um posto médico. Concluía-se assim o exercício. O resultado satisfez Francisco Rocha, diretor da EPS: “A partilha de conhecimentos foi atingida, para no futuro corrigirmos falhas”.

Francisco Gomes

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados

Detido pela PSP por agredir mãe e intimidar polícias

Um homem de 46 anos que agrediu e injuriou a mãe, existindo anteriormente outros processos em investigação relacionados com a prática do mesmo tipo de crime, foi detido em Peniche pela PSP.

PSP2

Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós

Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.

foto barroso