Foi eleito “cidadão português do ano 2005 e 2007” nos Estados Unidos. Em 2002 recebeu a medalha de mérito municipal atribuída pela Câmara das Caldas. Em 2011 foi homenageado na Câmara Municipal das Caldas da Rainha, na presença do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, de quem partiu a iniciativa da distinção.
Na altura, José Cesário declarou que “conhecia o trabalho de solidariedade e qualidades humanas do emigrante” e decidiu homenageá-lo.
O luso-americano, natural da Serra do Bouro, nasceu no seio de uma família pobre. Emigrou em 1963 para os Estados Unidos, dedicando-se à indústria da construção civil, porque nos EUA registava-se um grande crescimento nessa área. Em 1967 já é superintendente de obras, ganhando preparação para se abalançar por conta própria. Em 1987 fundou em Newark (New Jersey) a sua primeira empresa, a “Power Concrete”, e começou a assumir empreitadas para o Estado americano e para as autarquias.
O sucesso empresarial foi de tal monta que dotou a empresa com a mais moderna tecnologia, capaz de entrar em desafios de obras públicas de grande dimensão, estradas e pontes. Deu emprego a dezenas de luso-americanos e constituiu um exemplo para todos os emigrantes caldenses radicados além Atlântico.
No ano passado, o emigrante ofereceu um equipamento de topo de gama de ecocardiografia digital ao Serviço de Cardiologia da unidade das Caldas da Rainha do Centro Hospitalar do Oeste, no valor de 84 mil euros.
Apesar de ser sepultado nos Estados Unidos, houve missa de corpo presente na passada terça-feira na Serra do Bouro.
Francisco Gomes




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