Vai ser apresentada até ao dia 15 de outubro uma candidatura conjunta das Comissões Vitivinícolas do Centro ao Programa 2020, destinada à promoção integrada dos vários vinhos da região, anunciou Isabel Damasceno, vogal da CCDRC – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, no passado dia 8, à margem da inauguração da 15ª Festa das Adiafas e Festival do Vinho Leve da Região, que decorre até 16 de outubro, no Cadaval.
A candidatura da CCDRC, que abrange 100 municípios, tem um valor para promoção vinícola de três milhões de euros.“Está a ser ultimada uma candidatura de promoção e divulgação dos vinhos no seu todo, sendo esta cozinhada pelas Comissões Vitivinícolas da região (Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, Comissão Vitivinícola Regional do Tejo, Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior, Comissão Vitivinícola Regional do Dão e Comissão Vitivinícola da Bairrada), que “trabalharam em conjunto e encontraram uma série de iluminadores comuns entre todos”, disse Isabel Damasceno.
A responsável explicou que “a candidatura consiste na promoção, nacional e internacional, das várias regiões vitivinícolas do Centro, mas uma promoção integrada e com um denominador comum que é a região Centro”.
Para Isabel Damasceno, é um projeto muito importante para a Região Centro, porque em Portugal existem “duas regiões muito importantes de vinho, o Alentejo e o Douro, e “a verdade é que a região Centro, não tendo assim nenhuma marca tão forte, tem um conjunto de marcas, diferentes entre si e que têm evoluído imenso nos últimos anos”. “Fazer a promoção em conjunto permite a afirmação da região”, adiantou a responsável. Deu o exemplo da marca Dão, que há cerca de “quinze anos ninguém conhecia porque não tinha projeção e hoje tem qualidade e prestígio”.
Opresidente da Câmara do Cadaval, José Bernardo Nunes, destacou a importância da candidatura, que vai permitir que as cinco comissões vitivinícolas da região centro possam em conjunto promover os seus vinhos. Recordou que a Comissão Vitivinícola de Lisboa já “exporta mais de 70% do vinho que certifica”.
Com o final das colheitas, em particular da pera “Rocha do Oeste”, e da vindima, regressou ao Cadaval a tradicional Festa das Adiafas, certame que volta a reunir, até 16 de outubro, gastronomia, espetáculos, exposições, colóquios e atividades equestres. De braço dado com o anual evento, está a decorrer também o 15.º Festival Nacional do Vinho Leve – único do país dedicado a esta apreciada bebida de baixo teor alcoólico. O evento junta, no Cadaval, diversificada gastronomia, exposições, atividades equestres, animação musical para os diferentes gostos, e muitos visitantes, vindos não apenas da região, mas de outros pontos do País.
Isabel Damasceno comentou que é uma mostra “clara da realidade económica deste concelho, que está inserido numa região muito rica em termos agrícola”.
Vinhos e fruta têm peso significativo na economia
Opresidente da Câmara do Cadaval relembrou que a festa das adiafas surgiu para “mostrar aos jovens a tradição que havia de comemorar o fim das colheitas”. “No Cadaval a vinicultura e a fruticultura têm um peso significativo na economia e no final das colheitas os patrões ofereciam aos empregados um momento de convívio que incluía uma refeição e animação que era um ponto alto para pessoas”, explicou o autarca, salientando a importância de “implantar a nossa ruralidade e mostrar as nossas atividades económicas, todas delas muito associadas à agricultura”.
O autarca espera que o certame contribua para a divulgação, promoção e melhoria do desenvolvimento do concelho.
Este ano houve condições climatéricas adversas e as colheitas da pera rocha, maçã e vindima atrasaram. Segundo José Bernardo Nunes, “não há história de se apanhar peras rochas em setembro”, revelando que houve uma quebra de produção da pera rocha, que tem em contrapartida uma “qualidade acrescida com uma maior concentração de açúcares”.
Presente na inauguração esteve o deputado Duarte Pacheco, que revelou que a pera rocha teve uma quebra de 53% de produção em relação a 2015, o que significa que os “preços vão aumentar”. Considera que não é um ano bom, porque existe “uma capacidade de frio instalada e há mão de obra na própria fruteira que é contratada conforme o volume de produção”.
Considerando o universo representado pela Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha (ANP), de cerca de 90 por cento da produção nacional de pera rocha, e tendo ainda por base dados de 2015, esta entidade considera que a maior produção de pera rocha tem ocorrido no concelho do Cadaval. O Cadaval representa, deste modo, 30 por cento da produção total do país, seguido do Bombarral com 21 por cento. Os restantes territórios do baixo Oeste ocupam 29 por cento do total produzido em 2015, enquanto os outros concelhos do alto Oeste representam 20 por cento.
No que toca à exportação, “naturalmente que uma quebra significativa da produção normal afeta, prevendo-se novamente que o produto a exportar venha a rondar as 60 mil toneladas, sensivelmente 60 por cento do valor exportado na campanha 2013/2014”, aponta a associação de produtores.
Quanto aos países para onde se exporta o fruto, a ANP refere, por ordem do maior importador para o menor, o Brasil, Reino Unido, França, Marrocos, Alemanha, Irlanda, Polónia, Espanha, Canadá, Líbia, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Angola, Itália, Roménia, Azerbaijão, República Checa, Ilha da Reunião, Luxemburgo, Singapura, Cabo Verde, Gana, Nigéria e Sri Lanka.
José Bernardo Nunes indicou que também houve uma quebra de produção de uva mas que “a qualidade é superior”, nomeadamente no “grau provável de álcool”.
Na listagem dos maiores produtores da região dos vinhos de Lisboa constam, nos seis primeiros lugares, três produtores do concelho do Cadaval, segundo avança a Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, referentes ao ano de 2015, e no seguimento da evolução dos últimos anos.
Relativamente ao Vinho Leve, o concelho do Cadaval ocupa 82 por cento das certificações do Vinho Leve da Região de Lisboa, no total de mais de 2,3 milhões de garrafas.
O concelho do Cadaval representa, adianta a mesma fonte, cerca de 15 por cento do total de certificação dos Vinhos de Lisboa. Este município certifica, assim, mais de 4,75 milhões de garrafas de vinho, num total certificado, da região de Lisboa, de cerca de 32 milhões de garrafas.
Programa:
Dia 12
15h00 Tarde Sénior – participação das IPSS’s do concelho do Cadaval
Animação a cargo do Acordeonista Tony Rodrigues
19h00 Abertura do certame, restaurantes e tasquinhas
22h00 Atuação de Tony Rodrigues e Amigos
Dia 13
17h00 Conferência “Inspeção Obrigatória de Pulverizadores”
19h00 Abertura do certame, restaurantes e tasquinhas
21h00h Demonstração de Karaté pela Escola de São Salvador e Espinheira
22h00 Atuação da Orquestra Ligeira Monte Olivett
Dia 14
19h00 Abertura do certame, restaurantes e tasquinhas
21h30 Largada de Vitelos
23h00 Atuação da Banda Xeques Orquestra
Dia 15
09h30 Início da Prova de Santo Huberto – Caça
12h00 Abertura do certame, restaurantes e tasquinhas
15h00 Abertura do 12.º Fim de Semana Equestre – Participação do Centro Equestre Carlos Santos
22h00 Espetáculo Equestre Noturno – Gala Equestre Miguel Fonseca
23.00h Fogo de Artifício
23.30h Atuação do grupo Gosto Banda
Dia 16
12h00 Abertura do certame, restaurantes e tasquinhas
16h00 Passeio Equestre
16h30 Atuação do Grupo de Música Popular “Vilar a Cantar!”
19h00 Encerramento do Certame 2016
Marlene Sousa









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