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Preso processa Estado por falta de espaço na prisão

Francisco Gomes

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Uma camarata ocupada por 18 reclusos no Estabelecimento Prisional de Caldas da Rainha não tem as dimensões mínimas segundo se queixa um dos presos, que moveu uma ação em tribunal contra o Estado em que reclama uma indemnização de 50 mil euros, alegando que a situação viola os direitos humanos.
Recluso pede uma indemnização de 50 mil euros

Segundo a agência Lusa, na petição que entregou no Tribunal Administrativo de Lisboa, o preso explica que divide, com mais 17 reclusos, uma cela que diz ter 40 metros quadrados, quando deveria ter, “no mínimo, 170 metros quadrados”, pelo que não tem privacidade e “é forçado a ouvir ruído diário contínuo proveniente de outros reclusos”.

A Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso considera que “meter tantos reclusos num espaço exíguo só pode gerar confusão”, mas a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais sustenta que a ocupação da camarata, que aponta ter 98,82 metros quadrados, está dentro da lotação homologada.

O recluso, de 43 anos, cumpre uma pena de dois anos de prisão por lenocínio, por ser proprietário de um estabelecimento de diversão noturna na Lourinhã onde existia atividade de prostituição.

Francisco Gomes

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