Q

Casal caldense dá a volta ao mundo

Joana Oliveira e Tiago Fidalgo

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
Com seis semanas na China, não há dia que não nos deixemos maravilhar por cada novidade! Dia após dia, cada vez mais envolvidos pela cultura que nos rodeia, conseguimos já comunicar o básico dos básicos em mandarim e andar à boleia com muito entusiasmo!
Fotografia tirada na Grande Muralha da China, em Pequim

As estradas são maravilhosas e as pessoas também! Ainda assim, não dispensam uma buzinadela a cada dois segundos, o que faz das autoestradas uma verdadeira orquestra. E, muitas vezes, quando não nos podem levar, querem oferecer-nos dinheiro ou comida, ajuda, sempre muitos sorrisos e alguma vergonha à mistura! Também os polícias nos ajudam sempre que podem, e muito por nós já fizeram. Desde nos darem boleia, a disponibilizarem o jardim da esquadra para montar a tenda, até mandarem parar os carros um por um até nos encontrarem nova boleia. Incansáveis!

Mas foi nas estradas que assistimos ao mais hilariante: testes de alcoolemia realizados sem equipamentos! O polícia manda parar, o condutor abre o vidro e, em pleno trânsito, tem apenas que soprar, soprar com muita força, para o nariz do senhor agente. Este cheira, e em função da sua perceção, manda (ou não) avançar! E como esta, há muitas outras situações das quais nunca nos lembraríamos e perante as quais ficamos estupefactos.

Pelas ruas das cidades, é difícil que estejamos sozinhos e por todo o lado se avistam casas de banho públicas! Estas são um espaço com várias latrinas, mas sem divisórias, tornando o momento íntimo num momento de confraternização, com a maior das naturalidades. Também nas ruas se encontram por todo o lado pequenas carrinhas de comida cheirosa mas nem sempre limpas! Em restaurantes idem, e é por isso que a acompanhar a refeição comem sempre dentes de alho crus, de forma a desinfetar o organismo.

E é no que respeita a comida que as coisas são verdadeiramente diferentes; dizem que comem tudo o que tem pernas, com exceção de pessoas e mobília. Vimos de tudo um pouco, com muita pena nossa, desde patinhos bebés, a aranhas e escorpiões, baratas ou centopeias. Até estrelas do mar estaladiças. E embora os pratos típicos variem do norte para o sul do país, é sabido que há também por cá o festival do cão. Quanto a bebidas, seja o que for, preferem-nas quentes por questõesão de saúde. Ajuda também o facto da água não ser potável, o que leva a que as famílias a fervam. Desta forma, com um chinês anda sempre uma garrafa de vidro.

Mais engraçado ainda no que toca a hábitos, são os associados a crianças: estas têm o direito de andar à vontade e, assim, trazem sempre um buraco no meio das calças ou calções por forma a ser só agachar e fazer sempre que tenham vontade, o que pode acontecer em qualquer lugar. Mas mesmo mais crescidinhos não se coíbem, ainda que à porta de um centro comercial.

E também é nas zonas comerciais e ruas iluminadas que podemos todas as noites assistir a grupos de pessoas a dançar, ao som de baladas típicas, sem que se consiga identificar quem é o mentor da aula. Com mais ou menos dificuldade, todos tentam praticar o seu desporto e são bem rígidos perante os seus objetivos.

Enfim, são infinitas as histórias, as tradições, as diferenças na forma de viver e estar. Mas foi grande a nossa surpresa! A doçura do povo chinês, a hospitalidade e a boa vontade são indescritíveis também. Em breve passaremos por Hong Kong e Macau: estamos cheios de curiosidade, e decerto traremos muito para contar.

Joana Oliveira e Tiago Fidalgo

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados