A autora faz uma incursão pelo mundo cristão, “com questionamentos, numa procura incessante sem críticas nem julgamentos, na busca do sentido da palavra e na construção de um itinerário de autenticidade”.
O livro é um “ponto de partida para uma reflexão e encontro de quem está cada vez mais desperto para um mundo que não é assim tão palpável e visível”. “Um mundo onde as emoções, os pensamentos e acima de tudo o que é essencial ganha força e contornos interiores que levam ao recolhimento e à introspeção, visando o crescimento e a evolução, na busca de perguntas e ao encontro das respostas que levam a um mundo próprio e indivisível a cada um”, refere.
A autora, como objectivo fulcral, prima pela “desmistificação e a criação de um novo paradigma, onde a espiritualidade é integrada no dia a dia de cada um sem ter que ser forçada ou demasiado complexa, vivenciando-se através do simples respirar num estado de gratidão por tudo o que já é”.
Provocador de desassossego, “Pensamento Social Cristão” vinca que “dedicar a vida ao serviço de Deus é escolher viver logo ao serviço do outro, com a capacidade de atuar em amor, seguindo o exemplo de Cristo, que no limite da doação deu a vida pela salvação da humanidade como forma de demonstrar que quando se está em amor tudo é possível”.
“Não sou escritora, sou facilitadora, através das palavras vou passando algo. O livro é a passagem de um testemunho que não podia guardar em mim”, afirma, confessando que dantes “ia a uma missa e não compreendia os rituais e a homilia”.
Técnica de acção social, formadora, terapeuta e escritora, Sandra Justino especializou-se em desenvolvimento e transformação pessoal, dedicando a sua vida, desde 2011, ao desenvolvimento da inteligência existencial. É mentora e coordenadora do Projecto “Ser no Vazio” e do “Núcleo de Mulheres Empreendedoras”, e prepara um novo projeto, designado “Folha em branco”, que terá apresentação em breve.
Sessão no Museu Malhoa
A cerimónia de apresentação do livro, com a colaboração da Rádio Mais Oeste e do Jornal das Caldas, contou com a atuação do Grupo Coral das Caldas. Na mesa, para além da autora, estiveram Carlos Coutinho, diretor do museu José Malhoa, Helena Carlos, diretora da Rádio Mais Oeste, e Margarida Varela, que escreve no prefácio da obra.
Carlos Coutinho agradeceu a escolha do museu para a apresentação da obra, referindo que “os museus são comunidades abertas, onde conseguimos encontrar paz e reflexão”. Helena Carlos recordou as “inquietações partilhadas em rubricas de rádio” pela autora.
Para Margarida Varela, o livro mostra que a autora é “generosa” e tem “capacidade para partilhar”. Não guardas os mistérios revelados ao teu coração, eles são demasiado importantes para se deterem num só coração, queres dá-los ao mundo”, manifestou, salvaguardando ainda que a autora “apesar da força comunicante que transmite a natureza de Deus, não faz a apologia cega da Igreja”
A capa do livro é a imagem da Capela do Espírito Santo, nas Caldas da Rainha, local do agrado da autora. Anunciação Gomes reproduziu a capela em gravura, oferecida ao diretor do Museu José Malhoa.
Francisco Gomes





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