A autarca aproveitou para anunciar a intenção da autarquia, do Bom Gato e da Amigo Fiel, de levar esta ação de sensibilização até às freguesias do concelho, com o intuito de chegar ao maior número de pessoas possível e assim contribuir para a diminuição do abandono de animais.
Sales Henriques, representante do Ministério da Agricultura, destacou a importância do registo eletrónico dos gatos, que neste momento é apenas obrigatório para os cães. Embora reconheça não ser fácil, tendo em conta a própria natureza dos gatos, na opinião do técnico esta medida “poderia ajudar no controlo do abandono dos animais”.
A provedora municipal dos animais de Lisboa, Inês Sousa Real, alertou para o cuidado que se deve ter na forma como se alimentam os animais de rua.
Cristina Rodrigues, representante do PAN – Pessoas Animais Natureza, destacou a importância da aprovação da lei que proíbe eutanasiar de animais saudáveis nos centros de recolha. No entanto, na sua opinião, a lei por si só “não chega”, considerando “importante educar e sensibilizar as crianças e a população em geral a não abandonar os seus animais”.
Diogo Castiço partilhou a história do seu cão, Simba, abatido a tiro, em 2015, por um vizinho, tecendo críticas relativamente à decisão do tribunal, afirmando não compreender que a multa que lhe foi aplicada por chamar “assassino” ao autor do disparou contra o seu cão seja superior à que foi aplicada ao condenado por matar o seu animal de estimação.
Nelson Batista, comandante do posto da GNR do Bombarral, divulgou que a grande maioria das situações em que os militares são chamados a intervir está relacionada com a falta de licenciamento, de registo, de identificação eletrónica ou de vacinação. “As pessoas desconhecem ou não querem conhecer a lei”, frisou.
Cátia Rodrigues, do Bom Gato, falou sobre o trabalho que este grupo de voluntários tem desenvolvido na ajuda aos gatos de rua, destacando o apoio que têm dado aos proprietários de animais que se encontram a passar por dificuldades económicas, não só ao nível da alimentação mas também na comparticipação da esterilização dos animais.
Segundo afirmou a voluntária, deverá ser cerca de uma centena os gatos a viver nas várias colónias existentes na vila do Bombarral e na sua opinião uma das soluções poderia passar pela criação de um gatil provisório.




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