De acordo com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), “a presença de espécies exóticas invasoras é uma das principais causas de extinção animal e é globalmente considerada como a segunda maior ameaça à biodiversidade, a seguir à fragmentação e perda de habitat. Nesse sentido, as orientações da UICN são claras: “A remoção de espécies exóticas invasoras, novas ou já existentes, é preferível e mais efetiva economicamente a longo prazo, do que o controlo populacional pontual”.
Nos últimos dois anos foi feito o estudo e a caraterização dos mamíferos presentes na ilha, de modo a ter informação base para a definição de um plano operacional com vista à sua remoção, avaliando as metodologias mais eficazes e com um menor impacto no ecossistema.
De acordo com Joana Andrade, coordenadora do Life Berlengas, “há dois anos iniciámos a remoção faseada do chorão, uma planta exótica invasora que cobre extensas áreas da ilha não permitindo o crescimento de plantas nativas, e cujos resultados começam a ser bem evidentes com o aparecimento de plantas nativas nas áreas agora desprovidas de chorão”.
O Partido Ecologista Os Verdes questiona o plano previsto de erradicação com recurso à utilização de anticoagulantes, considerando que “não há conhecimento de prova científica de que o rato preto e o coelho possam ser realmente consideradas espécies invasoras e que estas duas espécies tenham um impacte significativo negativo sobre as aves nidificantes da ilha que justifique o seu extermínio”.




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