Cecília Ribeiro, designer de joias caldense que marcou presença na feira de ourivesaria e bijutaria, em Paris

Mariana Martinho

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A joalharia portuguesa tem vindo a renovar-se, com o surgimento de novos designers na área, que partem à conquista de novos mercados, nomeadamente naquela que é considerada a principal feira do setor na Europa. Das 17 marcas nacionais representadas, esteve a caldense de 29 anos, Cecília Ribeiro- Jewelry & Contemporary Design, que participou pela primeira vez, no espaço “Portuguese Jewellery Newborn” da Feira Internacional de ourivesaria e bijutaria Bijorhca, que decorreu entre 2 a 5 de setembro, em Paris.
A caldense de 29 anos, Cecília Ribeiro na Bijorhca

Durante quatro dias e duas vezes por ano, a BIJORHCA em Paris torna-se o centro das atenções dos retalhistas da ourivesaria, bijutaria, relojoaria e da moda do mundo inteiro, que procuram novos mercados na Europa. Assim, este ano a Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal (AORP), contou com a participação de 17 empresas nacionais ligadas à joalharia, com o objetivo de apoiar o setor na internacionalização, com especial atenção aos novos valores.

Cecília Ribeiro teve a oportunidade de participar pela primeira vez numa feira internacional.

Considerada como “uma apaixonada pela arte, nomeadamente pela escultura e pelo design”, a caldense sublinha que esta oportunidade surgiu em maio, deste ano através de uma conversa com a secretária-geral da Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal (AORP), Fátima Santos. Como tinha “um produto ousado e criativo, era preciso ter uma a aprovação de punção para trabalhar em artigos de joalharia/ourivesaria” e era “um dos requisitos para poder participar”.

Para a caldense, a “experiência trouxe retornos positivos, apesar da atual conjuntura económica e todos estes acontecimentos sociais fizeram estremecer a decisão de participar num evento de tal dimensão em França, mas correu tudo muito bem”.

“Levei cerca de 85 peças, todas elas especiais”, frisou a designer, explicando que “trabalho com peças únicas, que considero esculturas que levámos connosco”.

“As minhas peças representam memórias, histórias que transformo num objeto que podemos trazer connosco”, salientou, admitindo que são “pequenas esculturas que viajam e eternizam momentos da nossa vivência”.

“A inspiração para as peças é quase diária, com base na curiosidade, nos objetos do dia a dia, nas vivências/experiências que se transformam, em pequenas texturas que busco explorar, em coisas simples que vivo e decomponho”, frisou.

Cecília Ribeiro criou a sua marca no final dos estudos, com apenas 25 anos. “O interesse pela área surgiu quando brincava com fio de cobre, que o meu pai mecânico tinha pela sua oficina e coloria com missangas. Chamava-se colar de amarração, em de forma de terço. A partir dai o interesse tem sido cada vez maior”, esclareceu a autora, que já soma quatro anos de atividade.

“Em quatro anos já fiz muita coisa, como houve momentos de desistência e de luta para continuar e agora chegar até aqui, com uma coleção diferente, cheia de personalidade e refrescante, o que faz-me sentir orgulho em ser teimosa”, explicou, adiantando que “a brincadeira das missangas tornou-se a realidade em prata e ouro”.

Atualmente, a caldense divide o seu tempo entre Portugal e Espanha. Apesar de sentir saudades do “conforto que a minha casa, em Caldas me oferece”, admite que “faço o que gosto, pois a busca de melhorar e explorar nunca acaba”. Além disso, “o meu trabalho é a minha paixão, sou viciada em ver o que se faz, como se faz, melhorar e fazer o melhor de mim”.

A jovem criadora também admite que deseja participar em outros eventos como esta feira, para “mostrar ao mundo o que eu faço”. Sendo que a ”Bijorhca foi o mais recente passo da marca e ainda uma rampa para o lançamento”, mas agora “o caminho é para a frente”.

Além da caldense também Ana João, Cecília Ribeiro, Lia Gonçalves, Maria do Vale Design, Mater Jewellery Tales e Minha Joia Atelier, foram outros dos nomes presentes no certame, que se realiza no Parque de Exposições de Versalhes, na capital francesa.

Mariana Martinho

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