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Complexo Desportivo Municipal vai ser requalificado e transformar-se em referência ecológica

Francisco Gomes

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A Câmara Municipal das Caldas da Rainha vai requalificar o Complexo Desportivo Municipal e criar um projeto de regeneração urbana de referência, com uma componente ecológica, que designou de “Parque Urbano-Abraço Verde” e que custará 750 mil euros.
Apresentação do projeto na Assembleia Municipal

É um dos projetos previstos no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano e foi apresentada candidatura a fundos comunitários. Coube a Pedro Mendonça, arquiteto da empresa Inplenitus, a apresentação do mesmo na última reunião da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha.

“Não pretende ser apenas a requalificação do Complexo Desportivo das Caldas da Rainha mas tem uma componente ecológica bem vincada e transversal a todas as intervenções”, explicou.

“A área de intervenção é o complexo desportivo. Hoje temos um conjunto de infraestruturas que oferecem oportunidade para a prática desportiva, mas existe um conjunto de espaços livres entre os equipamentos que precisam de ser requalificados e com novos usos para novos públicos, associando o desporto ao lazer ativo numa lógica ambiental”, descreveu.

“A proposta abrange toda a área do complexo e a necessidade do Clube de Ténis ampliar e aumentar no número de campos”, referiu.

Serão criados vários espaços: Um Jardim da Ciência, para estimular a criatividade e aprendizagem para a ecologia através da experimentação e jogos, um Parque de Merendas, um Parque Infantil, uma Academia ao Ar Livre com aparelhos de fitness para todas as idades, um circuito de manutenção e ciclovia, uma Praça de Acolhimento, cafetaria com esplanada, espaços de concertos e atividades ao ar livre.

Um dos ícones da intervenção será um conjunto de pérgulas de ensombramento fotovoltaicas que captam a energia solar, havendo uma torre simbólica que marcará a paisagem e que será visível desde a autoestrada, “para assinalar na paisagem a ideia de modernidade associada à sustentabilidade e ecologia”.

“É um projeto ambicioso, mas que trará mais pessoas para este complexo”, sublinhou Pedro Mendonça.

De acordo com o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, o município “já abriu concurso e pensamos que atingiremos uma comparticipação na ordem dos 85%”.

“Estamos com grande expetativa. O objetivo é, para além do parque D. Carlos I, ter um espaço de estar, lazer e acolhimento junto ao complexo desportivo, com vertente verde”, referiu.

O autarca ressalvou que tudo o que é construção de equipamentos desportivos (bancadas, balneários e substituição da pista de atletismo) não está contemplado neste concurso, uma vez que não é suportado por fundos comunitários. Está projetado e ficará para depois, embora sejam necessários balneários, espaços de arrecadação e bancada para filtrar ventos dominantes que prejudicam a prática desportiva.

José Carlos Abegão, do PS, declarou que “uma das falhas gritantes da atual zona desportiva é o espaço exíguo do circuito de manutenção, com dezenas de pessoas nos passeios empedrados, em piso inadequado”. Recomendou que seja efetivamente um circuito, onde se parta num sítio e se chegue noutro, para as pessoas não se atropelarem umas às outras.

Manuel Nunes, do PS, apontou a “falta de balneários e gabinetes para técnicos, arrecadações e sombras”.

Edgar Ximenes, do MVC, e João Diniz, do CDS, questionaram a previsão de custos de manutenção quando a obra estiver concluída, e o primeiro interrogou ainda qual a estimativa de postos de trabalho. “Quais são os encargos para se manter limpa e vigiada, e não ser uma coisa inaugurada e passado pouco tempo esteja degradada”, perguntou o deputado do MVC

Comentou ainda que a ideia “parece-me muito interessante” para uma zona da cidade que precisa de ser intervencionada, esperando que “a ânsia de caçar fundos comunitários” não transforme o local “num elefante verde” (numa alusão ao nome Abraço Verde).

A autarquia espera “gastar menos do que o normal por causa das captações fotovoltaicas”. Em relação aos recursos humanos, “temos no complexo três colaboradores e não prevejo contratação de mais funcionários. Haverá, sim, mais trabalho para os serviços”, respondeu Tinta Ferreira.

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