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Toiros y toiradas

Toiros super bravos e de outro campeonato nas Caldas

Luciano Silva (texto) José Barbosa Henriques (fotos)

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Na tarde de 15 de agosto cumpriu-se a centenária tradição com a praça a rebentar pelas costuras e com cinco estrelas atribuídas ao espetáculo. Cavaleiros e forcados todos foram triunfadores, mas o maior triunfo quanto a nós terá de ser atribuído à ganadaria de António Brito de Paes, que apresentou um curro de toiros quase todos a rondar os 600kg, com estupenda apresentação e uma bravura já fora do comum, o que nos leva a dizer que foram toiros super, de outro campeonato.
Apresentação na praça

Cavaleiros

Rui Fernandes passeou a sua classe nesta praça com duas atuações distintas, de muito espetáculo e emoção na 1ª com ferros muito em curto, bregas ladeadas, passagens muito apertadas entre tábuas e piruetas arriscadas na cara do toiro. Na 2ª atuação preferiu estar mais pausado, prevalecendo toda a sua técnica de lidador.

Jacobo Botero, jovem cavaleiro colombiano, está no bom caminho para ser um grande toureiro e voltou a confirmar tudo quanto tínhamos escrito sobre ele numa anterior apresentação nesta praça. João Telles Júnior foi mais um toureiro que não deixou escapar o triunfo absoluto. Arrepiantes os queibros em curto no seu 1º toiro, para no 2º estar magnífico nos curtos e espetacular no modo como rematou a lide com um violino logo seguido por um ferro apertado por entre tábuas.

Tão entusiasmado estava o público com a qualidade da corrida que já o escuro da noite caía e ninguém arredava pé, ficando para ver atuar o cavaleiro amador Joaquim Brito Paes. O miúdo tem pinta, o toureio está dentro dele, mais que atrevido é destemido, mostra já oficio e terminou em beleza.

Grandes forcados

Os dois grupos de forcados amadores de Santarém e das Caldas da Rainha foram igualmente triunfadores da tarde. Era de prever que os toiros com as arrombas e a bravura já faladas viessem a ser para os valentes forcados um osso duro de roer. Nem todas as pegas foram à 1ª tentativa, ninguém podia exigir isso, mas que houve grande pegas carregadas de emoção, isso houve.

Por Santarém, Luís Sepulveda só à 4ª tentativa e com ajudas carregadas, Ruben Jiobete, com muita decisão e braços de ferro, numa grandíssima pega, Francisco Graciosa, que sofre duras derrotas mas nunca se larga, Lopo de Carvalho pega igualmente o novilho no 1º intento. Por Caldas da Rainha, José Maria Abreu fica combalido na 1ª tentativa, é transportado ao hospital mas voltaria à praça mais tarde já recomposto, Francisco Mascarenhas executa uma rigíssima pega que entretanto é desfeita quase ao chegar às tábuas, concluindo na vez seguinte. Francisco Rebelo de Andrade faz igualmente à segunda uma enorme pega e mais uma pega espetacular de António Cunha ao toiro que para ele saiu a toda a guita, fechando assim o forcado das Caldas a corrida com chave d’ouro. Impossível alguém não ter saído satisfeito do espetáculo, com tão elevado nível artístico e emocional, bem dirigido, decorrido em muito bom ritmo e superiormente abrilhantado pela banda Comércio e Indústria das Caldas da Rainha.

A praça esteve cheia até não poder levar mais, com cerca de quatro mil espetadores.

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