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Maus cheiros e moscas incomodam população das Caldas

Francisco Gomes

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Os habitantes na cidade e arredores das Caldas da Rainha têm-se queixado de nos últimos dias sentirem maus cheiros alegadamente provenientes de espalhamento de estrume em terrenos agrícolas circundantes à localidade, o que está a levar a Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo (DRAP-LVT) a averiguar se estão a ser cumpridas as boas práticas, sob pena de serem aplicadas coimas.
Mercedes Enxuto e Palmira Mónica, moradoras na aldeia do Campo, queixam-se do cheiro insuportável e das moscas

Na aldeia do Campo, a três quilómetros da cidade, os moradores dizem que o cheiro é insuportável. “Não pode se pode estender roupa na rua e dentro de casa temos de usar equipamentos para tirar o cheiro e ter as janelas fechadas por causas das moscas”, indicou Mercedes Enxuto. A vizinha, Palmira Mónica, referiu que familiares interrogam-na “como é que ainda consigo viver aqui”, por causa “das moscas e dos maus cheiros”. “Tenho de andar sempre com sprays”, adiantou.

“O estrume é muito ativo. Às vezes não podemos ter a boca aberta por causa das moscas e temos de andar com um pano para sacudi-las”, contou Domingos Enxuto. “Quando está sol é uma coisa louca. A moscaria é horrível”, manifestou José Augusto.

“As terras têm de ser adubadas, mas não se pode é prejudicar as pessoas. Isto é até grave para a saúde”, comentou Joaquim Henriques.

João Filipe suspeita que o cheiro não se deve apenas ao estrume mas também a “outros produtos químicos que são colocados para este tipo de agriculturas intensivas”.

Várias queixas chegaram à DRAP-LVT, estando a decorrer os procedimentos legais, revelou a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, incomodada com a situação. “As operações de espalhamento de estrume para fins agrícolas carecem de licença específica para o efeito e comportamentos abusivos estão sujeitos a aplicação de sanções”, alertou o presidente da autarquia, Tinta Ferreira, que apela a todos os agricultores e empresários do setor para que “sigam os regulamentos e as boas práticas agrícolas”.

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