“A Agência Portuguesa do Ambiente pretende que a toxicidade dos dragados não ultrapassará o patamar 2 de uma escala cujo topo é 5, quando tudo parece indicar ser ela muito mais elevada. Há largas zonas com débil oxigenação das águas pondo, de imediato, em risco a faina dos mariscadores e prejudicando em larga escala os fluxos turísticos, com os inevitáveis prejuízos económicos decorrentes”, manifestam os comunistas.
Na sua opinião, a anunciada 2ª fase dos trabalhos de desassoreamento, orçada em 16 milhões de euros, “não poderá ignorar uma resposta concreta a esta preocupante questão”.
“Confirma-se a insuficiente capacidade de tratamento de efluentes da estação de tratamento de águas residuais, implicando a poluição do Rio da Cal, e de igual modo, incorrectas e insatisfatórias acções levadas a cabo em zonas abrangidas durante a primeira fase do programa de Regeneração Urbana, que não contemplaram a separação obrigatória das águas pluviais das águas residuais urbanas, acarretando assim um agravamento exponencial da situação”, sustentam.
Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, em resposta à Comissão Cívica de Proteção das Linhas de Água e Ambiente, “parte da rede em baixa do saneamento de Caldas da Rainha é unitária e em períodos de grande pluviosidade os descarregadores de tempestade não têm capacidade para o caudal afluente, possibilitando assim que parte das águas residuais urbanas entre na rede pluvial que descarrega na Lagoa de Óbidos”.
“No Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste uma das medidas propostas para eliminação ou redução de cargas poluentes é a remodelação da estação de tratamento de águas residuais de Caldas da Rainha, permitindo aumentar e melhorar a sua capacidade de tratamento”, indica a agência.



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