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Praticante de caiaque agradece socorro que permitiu o seu salvamento

Francisco Gomes

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O praticante de caiaque que esteve desaparecido durante sete horas no mar de Peniche, até ser resgatado por um helicóptero da Força Aérea a cerca de dez milhas a sudoeste do arquipélago das Berlengas, deixou um agradecimento público às entidades que participaram no seu salvamento.

O praticante de caiaque que esteve desaparecido durante sete horas no mar de Peniche, até ser resgatado por um helicóptero da Força Aérea a cerca de dez milhas a sudoeste do arquipélago das Berlengas, deixou um agradecimento público às entidades que participaram no seu salvamento.

José Alberto Martins, de 43 anos, médico do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, residente em Aveiro, agradeceu também o apoio dado à sua família e aos amigos e colegas canoístas que “viveram com grande sofrimento aquelas horas de angústia até o meu resgate”.

O desportista e a esposa são anestesistas e operacionais do INEM há muitos anos. “Sei por inerência de funções que é o nosso/vosso trabalho mas isto vai bem mais além do trabalho, é dar a vida por e em prol dos outros. Sem vocês não estaria cá neste mundo. E espero devolver em trabalho a graça que Deus me deu através de vós”, declarou.

O médico seguia no passado dia 18 numa expedição à ilha das Berlengas com 24 participantes, num caique em fibra de vidro, com quatro metros e meio de comprimento. Atleta experiente desta modalidade de desportos aquáticos, foi o único que não chegou ao destino previsto. Ter-se-á afastado do grupo por causa da ondulação e do vento, cerca das 14h, última vez que tinha sido visto a duas milhas a sudoeste do arquipélago.

Duas horas depois o alerta foi dado por familiares e foi mobilizado o salva-vidas “Vigilante” do Instituto de Socorros a Náufragos de Peniche e mais tarde a embarcação semirrígida da Estação Salva-Vidas da Nazaré e um helicóptero da Força Aérea. O navio-mercante “Fri Stren”, que se encontrava ao largo de Peniche em trânsito para Norte, participou também nas buscas, que contaram ainda com as corporações de bombeiros de Torres Vedras, Lourinhã e Peniche, e com a Proteção Civil de Peniche.

Segundo o comandante da capitania de Peniche, Serrano Augusto, “foi pesquisada uma área entre Torres Vedras e Peniche, e a Oeste das Berlengas”.

Às 21h foi avistado e resgatado pelo helicóptero da Força Aérea, que o transportou para Peniche, onde recebeu assistência médica antes de ser levado para o hospital das Caldas da Rainha para a realização de exames complementares. À chegada apresentava estar bem de saúde, no entanto, bastante cansado.

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