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Festival da Ginja animou Amoreira

Francisco Gomes

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Apesar do tempo incerto ter feito atrasar a maturação da ginja em duas semanas e meia, levando a que só houvesse o fruto para mostrar no primeiro dia do evento, não faltava para ser provado nos licores e noutros produtos no III Festival de Ginja de Amoreira, que decorreu naquela localidade do concelho de Óbidos entre 16 e 19 de junho.
Licor de ginja da Frutóbidos

Apesar do tempo incerto ter feito atrasar a maturação da ginja em duas semanas e meia, levando a que só houvesse o fruto para mostrar no primeiro dia do evento, não faltava para ser provado nos licores e noutros produtos no III Festival de Ginja de Amoreira, que decorreu naquela localidade do concelho de Óbidos entre 16 e 19 de junho.

Ao longo de uma rua decorada com cerca de cem mil flores de plástico onde se dispuseram as várias bancas, havia pastéis, compotas, gelados e outras delícias com ginja.

A atração principal era, naturalmente, o licor de ginja. A Frutóbidos, empresa de Amoreira, expôs várias garrafas deste líquido tão apreciado. A qualidade do fruto de ginjais em Sobral da Lagoa e Amoreira que é utilizado na produção associada à receita conventual permite a distinção nacional e internacional. “Exportamos para 17 países. No ano passado vendemos 216 mil garrafas e faturámos mais de um milhão de euros”, revelou Marina Brás, proprietária da Frutóbidos. “Para além do licor criamos doces, bolachas, biscoitos, broas, pastel de nata com ginja, aproveitamos o pedúnculo para fazer infusões (chás) e os caroços para fazer almofadas para aquecer, acrescentou.

Na banca das Bolachas da Zézinha, a mentora da ideia, Maria José, realçava a “combinação agradável, numa receita caseira quase inventada por mim”. “Comecei no ano passado, passei a ter encomendas e legalizei-me para fazer bolachas”, referiu.

Cheila Penteado, produtora artesanal, tinha na sua banca “tudo caseiro”, desde a ginja, passando por compotas, brownie de chocolate e salame com ginja, sangria branca e tinta com ginja.

Carla Vinhais, com a carrinha de streef food Poffs, realçou o aproveitamento da receita tradicional de panquecas holandesas a que associou a ginjinha de Óbidos.

Uma ligação pouco provável à partida e que por isso foi uma novidade, foi levada pelo talhante Acácio Silva. Com um talho em Amoreira, estudou para o festival uma receita que combinasse linguiça com o fruto ginja. “As pessoas estão a gostar”, comentou.

O artesanato com motivos ligados à ginja também marcou presença neste certame, que pretende afirmar a aldeia de Amoreira como capital da ginja de Óbidos. “O festival foi criado para dar a conhecer a nossa freguesia”, manifestou José Simões, presidente da Junta de Amoreira, entidade organizadora.

Ao longo do festival houve passagem de modelos e espetáculos musicais.

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