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A minha vida de universitário

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O JORNAL DAS CALDAS recolheu as histórias de treze jovens que acabaram ou estão a concluir os estudos universitários.
Joana Clérigo escolheu Coimbra pelo prestígio da universidade

Pedimos que transmitissem como foi ou tem sido a vida de estudante distante (uns mais do que outros) da área de residência, como foi a experiência, os desafios, as dificuldades iniciais e como se tornou mais fácil. Também quisemos perceber que respostas de alojamento tiveram e como geriram despesas com casa, transporte, alimentação e custos da universidade. Por último, deixaram conselhos para os futuros universitários.

Joana Clérigo, 21 anos, São Martinho do Porto

“O que me motivou a ir para longe foi o fato de poder ser mais independente”

Estudei entre 2013 e 2016 na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, terminando a licenciatura em Estudos Europeus-Relações Internacionais.

O que me motivou a ir para longe foi o fato de poder ser mais independente, ter de cozinhar e fazer tudo em casa sem ajuda, definir os meus horários, estudar e sair quando queria sem ter os meus pais a controlar. E depois, a magia daquela cidade e o prestígio da Universidade de Coimbra.

O meu maior receio era ficar doente e não ter a minha mãe por perto. Outro grande medo era de ir para a faculdade e ser tudo tão difícil que tivesse de desistir. Tinha medo de não fazer as cadeiras e acabar por perder a bolsa.

Outra dificuldade foi a falta da comida da minha avó e estar longe da minha irmã pequenina, que na altura tinha três anos.

Alojamento e despesas:

O processo de alojamento foi bastante complicado. Inicialmente ia viver com colegas das Caldas mas não encontrámos casa que fosse baratinha e que fosse perto da faculdade de todas. Acabei por me inscrever numa residência universitária, que no início era para ser algo temporário, mas depois habituei-me e acabei por ficar lá no primeiro e no último ano (no segundo fui de Erasmus). Foi melhor para gerir as despesas porque poupei bastante dinheiro com a casa.

O meu último ano foi o mais complicado. Estava num quarto mais caro, tinha o dobro da despesa, e tive de pagar cadeiras isoladas. Por ano custou à volta de quatro mil euros, talvez mais.

Conselhos para futuros universitários:

Não levantem dinheiro a mais que não necessitem, não vão ao supermercado com fome, não levem mais de cinco euros para sair à noite, não levem multibanco para sair, porque bêbados não se irão lembrar que levantaram dinheiro e, mais importante, metam de parte no início da semana o dinheiro para voltarem para casa.

Façam todas as cadeiras para poderem ir para a praia mais cedo e para não ficarem com todos os exames muito próximos.

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