A diretora pedagógica do CRDL, Sandra Santos, referiu ao JORNAL DAS CALDAS que o número de apoiantes das Caldas superou a expectativa, “o que prova que a comunidade educativa do colégio “está unida na luta na defesa do projeto educativo desta escola”.
O CRDL, que perdeu o financiamento para as turmas em início de ciclo vai à revelia dos outros colégios do país na mesma situação aceitar as matrículas e iniciar o ano letivo com esses alunos.
Paula Salvador, presidente da associação de pais, fez um balanço positivo da manifestação, revelando que “mais do que a defesa do colégio é o fato de não termos sido ouvidos pela secretaria de Estado antes de ter anunciado o número de turmas financiadas”. “Estamos também a reivindicar a falta de diálogo e acho que foi uma medida à revelia”, sublinhou.
Acusou o Ministério da Educação de ter feito um estudo de rede através Google. “Traçaram os quilómetros em relação à disponibilidade da escola e envolveram o concelho de Óbidos”, afirmou Paula Salvador, preocupada nomeadamente com os décimos anos, porque “a Josefa de Óbidos também tem fator 4 ou 5, o que significa que está sobrelotada”.
Paula Salvador disse que na passada semana a associação de pais do CRDL reuniu-se com a associação de pais das escolas dos agrupamentos Rafael Bordalo Pinheiro, D. João II e Raul Proença, e que todos “partilharam as mesmas ansiedades quanto ao futuro e qualidade do ensino das Caldas da Rainha”.
As associações de pais de todas as escolas vão fazer um memorando das conclusões da reunião em relação aos alertas comuns e àquilo que os preocupa enquanto encarregados de educação.
A associação de pais do CRDL vai ainda realizar um fórum no mês de julho para esclarecer os encarregados de educação, pois “há muita contra-informação”.
Quanto à análise dos estudos e decisões apresentadas pela tutela, Sandra Santos, disse que “é evidente que a capacidade para absorver as turmas do CRDL não existe no concelho das Caldas da Rainha”. Alegou que na “análise da rede de estabelecimentos do ensino particular e cooperativo com contrato de associação”, de 24 de maio, as escolas do concelho das Caldas da Rainha “apresentam todas um nível de ocupação 4 ou superior”. “Ora, essa capacidade, hipoteticamente a existir, será obtida com o somatório das escolas do concelho das Caldas da Rainha e do concelho de Óbidos, o que significará, naturalmente, que o Ministério da Educação pretende transferir alunos residentes no concelho das Caldas da Rainha para as escolas do concelho de Óbidos – com custos associados ao transporte, mas sem garantia sobre quem os assumirá”.
A diretora pedagógica recordou que o “aviso de abertura de procedimento para celebração de contratos de extensão de contratos de associação”, de 20 de maio, ignora de forma grosseira o contrato de associação assinado em 20 de agosto de 2015, e não coloca a concurso qualquer turma de início de ciclo na área geográfica do CRDL, quando o referido contrato considerava necessária a abertura de doze turmas (cinco turmas de 5.º ano, quatro turmas de 7.º ano e três turmas de 10.º ano) de início de ciclo para cada ano letivo (36 turmas no total dos três anos letivos abrangidos pelo contrato)”.
O CRDL está a tomar as devidas previdências para evitar que esta pretensão da tutela siga em frente, “colocando em causa a possibilidade dos alunos residentes nas Caldas da Rainha poderem frequentar o ensino no seu município, perto das suas casas”.





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