Q

Podem os semáforos ajudar o trânsito nas Caldas?

Francisco Gomes

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
Poderá a instalação de semáforos ajudar a fluidez do trânsito nas Caldas da Rainha e evitar que certas zonas no centro da cidade fiquem sistematicamente afuniladas e sem possibilidade de escoamento rápido, ou que outras medidas podem ser tomadas? Este foi um tema em análise no programa “Pontos de Vista” (uma parceria MAIS OESTE RÁDIO/JORNAL DAS CALDAS) da passada quarta-feira.
Rui Gonçalves, do CDS

Joana Filipe, do Bloco de Esquerda, disse que “temos de desenvolver um plano estratégico de mobilidade, o que tem sido uma ausência na cidade”.

Identificou pelo menos duas zonas onde os semáforos poderiam eventualmente ajudar – no Largo da Rainha e na rotunda da Quinta da Cutileira, entre o McDonald e o Continente, dada a quantidade de vias, mas, fez notar, “como não sou perita em sinalização, tem de haver um plano feito por técnicos competentes”

Paulo Espírito Santo, do PSD, afirmou que a primeira zona que se lembrou onde podia haver condicionalismos era a Praça da Fruta, “mas não me parece que um semáforo venha ali a ajudar”.

“A regeneração urbana veio condicionar o trânsito, reduzindo-se a faixa de viação ao automóvel e devolvendo as ruas aos peões, mas a Câmara está a executar um plano de mobilidade que nos irá dar as respostas certas”, manifestou.

José Carlos Faria, da CDU, admitiu que não tem uma ideia formada sobre a eficácia dos semáforos, lamentando não haver plano geral de mobilidade.

“O planeamento urbano apostou numa hiper-concentração dentro da malha urbana, verifica-se a inexistência de interface de transportes ferroviários e rodoviários, a presença da central de camionagem no interior da malha urbana, e o atravessamento da cidade é labiríntico”, criticou.

Manuel Nunes, do PS, entende não se justificar o regresso de semáforos como em tempos houve junto aos correios e na Praça da Fruta.

“Plano de mobilidade e de trânsito nunca houve, e notam-se bloqueios de trânsito. Não há uma organização”, sustentou.

Joana Agostinho, do MVC, considerou que o trânsito nas Caldas “não exige semáforos”, mas reconheceu que há pontos negros que devem ser combatidos, como os referidos pela representante do Bloco. “A solução que defendo é um corredor de emergência desde a rotunda junto à escola D. João II até ao hospital. Mas há necessidade de um plano de mobilidade”, sustentou.

“Estarmos a falar neste tema tão pouco tempo após se ter investido dez milhões de euros num plano de regeneração urbana diz tudo sobre esse plano. Falhou”, declarou Rui Gonçalves, do CDS.

“Na Praça, o projeto de regeneração foi mal pensado. O nosso projeto permitia que a circulação continuasse a acontecer por via subterrânea. Cada vez que para o Toma, para tudo”, argumentou, para acrescentar que “não me parece que os semáforos venham resolver esta situação, o que é preciso é um plano global de circulação”.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados