O almoço temático dedicado à gastronomia e cultura das Caldas da Rainha marcou o final da iniciativa. A refeição mereceu o elogio tanto dos clientes e convidados como do executivo da Câmara das Caldas, que esgotaram por completo o restaurante pedagógico.
Na entrada para o restaurante foram servidos vários canapés inspirados no cozido à portuguesa que fizeram as delícias dos presentes. “Pegámos nos produtos do cozido e demos-lhe uma nova roupagem com diversas entradas, mantendo os sabores típicos do prato”, disse o chefe da EHTO, LuísTarenta.
Filetes de robalo da Lagoa com trouxas de legumes foi o primeiro prato servido.
Destaque para o ensopado de enguias que foi uma iguaria “quase obrigatória e sugerida pela autarquia, uma vez que as enguias são da lagoa”, explicou o chefe.
Codorniz recheada com frutos secos e legumes da praça também agradaram os clientes. Luís Tarenta declarou que foi o produto obrigatório na ementa, uma vez o que o concelho, nomeadamente a freguesia do Landal, tem uma produção significativa.
A sobremesa, beijinhos das Caldas com a maçã de São Gregório e gelado de manjericão, foi a mais elogiada.
A acompanhar a refeição foram servidos os vinhos biológicos “Cortém”.
Balanço positivo
Apesar do projeto não ter sido totalmente concretizado, Luís Tarenta, que coordenou os alunos, fez um balanço positivo. “A ideia era ir à raiz das confeções regionais com a vinda de cozinheiros tradicionais em representação de cada Município, no entanto, não conseguimos porque a logística era muito grande e demorada”, disse o chefe.
No entanto, “os alunos aprenderam com a vinda dos produtores que explicaram a origem dos produtos regionais”, adiantou, destacando a importância de “pegarem em iguarias típicas de cada concelho e reinventarem pratos tradicionais”.
Daniel Pinto, diretor da EHTO, também fez um balanço muito positivo, revelando que os alunos fizeram um trabalho de pesquisa e inovação sobre os produtos e vinhos do Oeste.
Referiu ainda que foi uma iniciativa versátil, onde divulgou a cultura e a arte de cada município, dando o exemplo dos Bordados das Caldas e imãs em cerâmica das peças de Rafael Bordalo Pinheiro, um produto de merchandising da Câmara que estiveram expostos na entrada para o restaurante.
Tinta Ferreira, presidente da Câmara das Caldas, que é simultaneamente vice-presidente da Comunidade Intermunicipal do Oeste, considerou que este projeto fez uma boa promoção de cada município, nomeadamente dos seus produtos.
“Finalizou com chave de ouro”, afirmou o autarca, referindo que teve “lógica encerrar com o almoço da cidade onde a escola está instalada”. “Nós temos muito orgulho de ter a EHTO nas Caldas porque tem feito um ótimo trabalho para a juventude do concelho e também para a restauração, hotelaria e bares de toda a região”.
Elogiou António Carneiro, que esteve presente no almoço, recordando o seu papel na promoção da região quando era presidente doTurismodo Oeste.
Para finalizar o projeto será lançado um livro com as receitas desenvolvidas durante as doze semanas, que terá o apoio da comunidade intermunicipal do Oeste.
O projeto “Sabores do Oeste” envolveu as turmas de 2º ano de “Técnicas de Cozinha e Pastelaria”, “Técnicas de Serviço de Restauração e Bebidas” e “Operações Turísticas e Hoteleiras”.
Cortém Vinhos biológicos produzidos nas Caldas
A empresa de vinhos biológicos “Cortém” foi fundada em 2004 por Christopher Price, engenheiro de som inglês, e pela sua esposa Helga Wagner.
São cerca de cinco hectares de vinha a contornar um vale, em Vidais, concelho das Caldas da Rainha. “As nossas vinhas foram cultivadas biologicamente desde o início e a certificação completou-se em 2010”, disse o produtor inglês, que ofereceu o vinho para o almoço temático dedicado às Caldas.
Segundo o empresário, plantaram mais de catorze variedades de castas, o que lhes “permitiu produzir vinhos com sabores variados”.
Christopher Price produz por ano cerca de 13 mil litros de vinho, o que corresponde a 18 mil garrafas. Os vinhos já receberam vários prémios, incluindo uma medalha de ouro em concursos internacionais.
Os vinhos são exportados para vários países do norte da Europa. Cada ano pedem a um artista que exponha o seu trabalho nos rótulos das garrafas de vinho.











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