Relata a sua autora, Maria Dulce Horta, que “nada disto é inédito, esta arte urbana já existe em várias cidades de Portugal e da Europa” e consiste em “árvores e postes que surgem inesperadamente engalanados. Coloridos, ora são abraçados por flores, ora pelas mais diferentes formas geométricas ou riscas”.
“As latas de spray (para os grafitis) dão lugar ao croché, originando uma nova forma de arte urbana”, sublinha.
Dulce Horta diz que procura envolver toda a comunidade local a interagir contribuindo com o seu trabalho, começando pelos utentes dos centros de dia e lares, associações seniores, Santa Casa da Misericórdia, passando pelos artesãos e todos os que quiserem dar o seu contributo.
Para além do orgulho no trabalho, há ainda o objetivo de “encarar o artesanato como uma actividade economicamente viável, capaz de criar dinamismo comercial e social”.
“A arte neste caso sai à rua, dando vida e alegria aos espaços públicos, ao mesmo tempo que chama à atenção como o tricô e o croché podem ser divertidos, além de relaxantes e terapêuticos, e não deixa de ser uma atração para quem nos visita. O croché urbano é uma arte que não estraga nem deixa marca caso seja preciso retirar. Quem sabe se humanizando as árvores elas são mais respeitadas?”, comenta Dulce Horta, que conta neste projeto com a colaboração da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório e da Mais Oeste Rádio.





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