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Homenagem do Museu do Ciclismo a entidades que serviram a velocipedia

Mariana Martinho

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Dez personalidades ligadas à velocipedia foram homenageadas pelo Museu do Ciclismo, nas Caldas da Rainha, onde teve lugar a apresentação de um novo núcleo na Exposição Permanente do 1º andar, dedicada a Benedito Ferreira, João Roque, Joaquim Andrade e à Revista Ciclismo a Fundo, seguida das homenagens a ciclistas e personalidades ligadas ao mundo da velocipedia.
O Museu de Ciclismo foi pequeno para todo o público que quis assistir

O Museu de Ciclismo foi pequeno o público que quis assistir a esta sessão, que decorreu no passado dia 17 e que pretendeu assinalar o relançamento do livro “Onofre Tavares – Rei do Sprint”.

Ao som do Orfeão Caldense, Mário Lino, diretor do Museu de Ciclismo, deu início à sessão. “Este ano são menos os homenageados do que no ano passado, mas queremos no próximo ano aumentar este número de agradecimentos”, sublinhou.

O primeiro a ser homenageado foi o vencedor da volta à Extremadura (1961), em Espanha, Alejandro Gregori Trigueros, que também contribuiu para a organização do primeiro Caldas-Badajoz.

“Soube dignificar o ciclismo em Espanha e em Portugal. Pela sua profunda dedicação ao ciclismo, pelo entusiasmo com que quis partilhar connosco algumas das suas apaixonantes histórias, aquando da sua passagem pelo período áureo da velocipedia e ainda pelo exemplar comportamento desportivo com que soube atravessar muitas das estradas de Espanha”, escreveu Mário Lino, na dedicatória escrita na placa de homenagem entregue ao antigo atleta.

Foram também homenageados pelo diretor do Museu do Ciclismo Amândio Cardoso, vencedor da volta em Porto-Lisboa em 1951, “pela profunda dedicação ao ciclismo e ainda pela capacidade de atravessar as estradas de Portugal naquele tempo” e José Luís Pacheco, também vencedor de uma das edições da volta Porto-Lisboa.

A Volta a Portugal em Bicicleta existe desde 1927 e é considerada uma das maiores provas do ciclismo português, em que participaram diversos ciclistas também homenageados na sessão, como Benedito Ferreira, que teve o 2º lugar numa das edições, “correu nas melhores equipas do país e foi um dos melhores ciclistas do tempo dele e que merecia ficar no topo”, Fernando Ferreira, ”um dos homens que também fez história no ciclismo”, João Roque, que “em 1963 já era um senhor do ciclismo”, Joaquim Andrade, “que correu por todo lado e agora faz parte desta casa”, e Manuel Zeferino.

Foram ainda distinguidos o jornalista português Guita Júnior, que não esteve presente, e a Revista Ciclismo a Fundo.

Segundo Mário Lino, ”Guita Júnior foi o jornalista que escreveu em mais de quarenta voltas. Personalidade singular e alvo de vários elogios, apaixonado pela velocipedia e pela história das duas rodas”.

Pelo trabalho de divulgação do ciclismo desenvolvido pela Revista Ciclismo a Fundo ao longo dos tempos, foi distinguida esta publicação. “Conquistou um espaço próprio, que junta a qualidade gráfica com os emblemáticos textos, que nos dão a conhecer o panorama da velocipedia”, explicou Mário Lino.

A sessão contou ainda com a participação de Tinta Ferreira, presidente da Câmara Municipal, que referiu “que esta cerimónia representa aquilo para qual o museu foi criado, de modo a promover as exposições e memórias do ciclismo do país”.

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