No dia 14 de maio serão inaugurados o Parqu’ativo, as Rotundas Seguras, o Parque da Encosta, a Fonte das Lágrimas, o Pomar Urbano de Tornada e o Lavadouro da Ponte da Pedra. Já no próximo sábado, pelas 15h30, será a vez dos equipamentos do parque de recreio da Escola Básica Integrada 1-2-3 de Santo Onofre. Se estiver pronto para ser inaugurado, o projeto das Hortas Urbanas, será apresentado no dia 15 de maio.
O Parq’ativo, no parque desportivo Domingos Del Rio, junto ao pavilhão Rainha D. Leonor, projeto apresentado por Miguel Miguel, é constituído por equipamentos para exercício físico a utilizar pela população de forma simples, gratuita e ao ar livre. A este projeto foi atribuído o valor de 25 mil euros.
A intervenção na Fonte das Lágrimas, na Matoeira, em Vidais, no valor de 25 mil euros, visou reformular o espaço, criando um parque para merendas e um espaço de lazer e de convívio. Foi uma proposta de Rodrigo Amaro.
O Parque Encosta, de Florbela Valentim, visou a criação de uma zona desportiva urbana para utilização de diversas modalidades, uma zona com área infantil – com características inclusivas – e outra área verde para os mais velhos, no valor de 45 mil euros, na União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório.
A requalificação do local do Lavadouro da Ponte da Pedra, na União de Freguesias de Tornada e Salir do Porto, no valor de 18500 euros, apresentada por Luís Guimarães, visou a construção de um fontanário bem como de um parque de merendas no local onde existiu o lavadouro da Ponte da Pedra, recuperando o espaço de modo a valorizar o património.
O pomar urbano, dos moradores da urbanização Vila do Lago, na União de Freguesias de Tornada e Salir do Porto, num investimento de 30 mil euros, trata-se da dinamização, valorização e integração do rio com o meio envolvente da Urbanização Vila do Lago através da plantação de um pomar urbano e da criação de espaço com campo de jogos multifunções.
A reabilitação do Parque de Recreio da EBI de Santo Onofre, no valor de 25 mil euros, incluiu intervenções a vários níveis, nomeadamente, otimização dos campos de jogos, substituição de equipamentos e melhoria de estruturas. Foi uma proposta de Teresa Serrenho.
O projeto Rotundas Seguras, de Isabel Vasconcelos, consistiu no reforço da iluminação e sinalização em três das rotundas na Avenida e Variante Atlântica de modo a reforçar a segurança e prevenção rodoviária nesta estrada, abrangendo as freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, Nadadouro e Foz do Arelho, num investimento de 15 mil euros.
O projeto Hortas Urbanas, de Carlos Fernandes, no valor de 30 mil euros, é implementado em seis mil metros quadrados, divididos em 79 talhões, localizados junto ao Colégio Rainha D. Leonor, para o cultivo de produtos hortícolas de modo sustentável. Aos utilizadores serão disponibilizados instrumentos para o cultivo bem como sementes, rega e outros apoios.
Tinta Ferreira ouve críticas e responde
Na reunião de 19 de abril houve três intervenções do público sobre o OP antes da ordem do dia na Assembleia Municipal.
Miguel Miguel quis demonstrar o seu desagrado com todo o processo de concretização da proposta que fez no OP de 2014 – Parq’ativo, nomeadamente a utilização do equipamento desportivo sem lhe ter sido comunicado.
“Da parte da autarquia e uma vez que fui o proponente do projecto, falhou a comunicação, não tendo até ao momento sido contactado que o Parq’ativo já estava em funcionamento. Também acho que como proponente do projecto deveria ter participado na escolha dos equipamentos e deveria ter sido mais envolvido na implementação, tanto que neste momento tenho algumas críticas, tendo em conta a não execução de algumas estruturas que estavam contempladas no projecto inicial”, manifestou.
Segundo fez notar, estavam previstos pelo menos dez equipamentos e só foram colocados oito, faltam bancos que permitam uma pausa ou descanso entre as actividades, tal como bebedouro que permita a hidratação no local e árvores para sombra durante o verão.
“Também acho importante a existência de uma placa a identificar o parque e a explicar a sua origem, permitindo aos utilizadores saberem que aquele projecto partiu de um OP e que outras ideias são bem vindas e podem ser concretizadas”, sustentou.
Ana Leal leu o manifesto que na véspera um grupo de cidadãos das Caldas da Rainha tinha apresentado e que consta de outra notícia nesta edição do JORNAL DAS CALDAS, criticando a autarquia por “ignorar recomendações apresentadas” e manter “a ausência de diálogo com proponentes e outras partes interessadas”, para além de “acumular atrasos na execução dos projectos”.
Teresa Serrenho, que tem um projeto no OP 2014 – a reabilitação do Parque de Recreio da E.B.I. de Santo Onofre – lamentou que não se tenha feito a obra durante a interrupção letiva, para não haver máquinas na escola com as crianças a terem aulas, ao contrário do que recomendou.
Também criticou o “oportunismo” da Câmara em inaugurar a obra nas Festas da Cidade, como se a ideia tivesse sido da autarquia.
Tinta Ferreira respondeu às críticas, começando por dizer que Caldas da Rainha “foi dos primeiros municípios do país a aderir ao OP”. “Somos criteriosos na despesa e não temos gabinetes com muitos técnicos e por isso não podemos fazer no tempo que se desejaria as obras que são pedidas”, justificou o presidente da Câmara, que sublinhou ainda que “no OP, como em qualquer obra, nem tudo é feito na perfeição”.
Anunciou depois as obras que serão inauguradas nas Festas da Cidade, explicando a Miguel Miguel que o Parque’ativo “está praticamente concluído, ainda não está totalmente, mas as pessoas começaram a utilizá-lo”.
Rejeitou as acusações de Ana Leal sobre a falta de vontade da Câmara, admitindo que “estamos a afinar os procedimentos” e acerca da divulgação referiu que “estamos a investir como nunca e a iniciar o procedimento para 2017 e o OP jovem”.
“O OP é importante e estamos empenhados dentro dos meios financeiros à nossa disposição”, concluiu.
João Diniz, do CDS-PP, comentou que “continua manifesta a incapacidade da Câmara em implementar projectos de mudança e melhoria envolvendo a sociedade civil”.
Jaime Neto, do PS, acha que o OP “não funciona”. “Não é eficaz porque não atua em tempo útil. A celeridade devia ser um ponto de honra do Município”, declarou.
“É muito pouco o que foi concretizado no OP”, referiu Vítor Fernandes, do PCP, sublinhando que “as pessoas apresentam ideias e querem ver as propostas concretizadas”.
Emanuel Pontes, do MVC, indicou que “não existe regulamento do OP, o que há são normas de participação de regulamentação. Caso existisse, viria à Assembleia Municipal e teríamos oportunidade de discuti-lo. Faço a proposta para que se transformem essas normas em regulamento municipal”.
Paulo Espírito Santo, do PSD, recordou que foi o proponente do OP jovem, considerando que sobre o OP “é normal que no início as coisas não corram logo da melhor forma”. Ressalvou ainda que “as obras são da Câmara e não dos proponentes”.






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