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Salvador Martinha esteve no CCC com piadas “Na Ponta da Língua”

Mariana Martinho

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Costumamos ouvi-lo na rádio, todas as manhãs no programa da RFM, “Pensa Rápido”, mas no passado sábado pudemos assistir ao vivo nas Caldas da Rainha, sempre de resposta pronta, à atuação de Salvador Martinha, com “Na Ponta da Língua”.
Salvador Martinha encheu o CCC com o seu novo espetáculo

Foram 70 minutos a rir, num espetáculo de stand-up comedy que Salvador Martinha está levar de norte a sul do país. Depois de ter esgotado a sala do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, o humorista conseguiu encher o grande auditório do Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha.

Salvador Martinha, humorista que faz parte da equipa do “Café da Manhã” da RFM, depois de se fazer ouvir na rubrica, “Cábula”, onde testou o sucesso de algumas ideias, pisou pela terceira vez o palco do auditório, para se fazer ver e ouvir neste espetáculo dedicado à comédia, acompanhado por uma língua vermelha, usando sempre uma linguagem muito própria, que já originou expressões como “pussy” ou “raton”, misturadas com os temas que estão bem presentes no nosso quotidiano.

Salvador recusou fazer apenas monólogos e conversou com o público, acerca de temas relacionados com a cidade, como foi o concurso das sardas, os alunos da Escola Superior de Artes e Design, a Foz do Arelho, a Green Hill, os dramas em que as mulheres se tornam quando dão jantares em casa, as vantagens e desvantagens do Nokia 3310 comparado com os smartphones, e até os “pauzinhos” da bateria. Foram algumas das piadas que arrancaram facilmente muitas e deliciosas gargalhadas, daquelas que dão dores de barriga.

O comediante afirmou que “sempre que chego a uma cidade funciono como um homem esponja, em que vou perguntando às pessoas como está a vida na cidade”. Assim explicou que “vejo o que esta mal na cidade e o que as pessoas não gostam, como se fosse uma pesquisa mais intensa e adapto aquela que faço em casa”.

Foi um espetáculo cheio de aplausos e muitas gargalhadas por parte do público de várias gerações, que esteve sempre energético e em constante interação com o humorista.

Com um à-vontade impressionante e uma força de expressão corporal inegável, o humorista de jeans e uma t-shirt branca, acompanhado com um saco de beijinhos das Caldas, revelou que este novo espetáculo, ”Na Ponta da Língua”, curiosamente ao estilo do anterior “Cábula”, são “o mesmo espetáculo, sendo este a parte dois”. “A Cábula era só improviso, em que eu ia descobrindo os melhores temas através da plateia e o “Na Ponta da Língua” é um conjunto de temas que eu considero mais fixes, uma espécie de linha condutora misturada depois com o improviso”, esclareceu Salvador Martinha.

Além do material humorístico, criou-se ainda uma interação com as pessoas da plateia, como foi o caso de uma senhora, que “a meio do espetáculo motivou-me para fazer algumas piadas”. Normalmente a reação do público, “ajuda muito, por mais que tivesse estudado o espetáculo aquela velhinha foi um dos momentos altos da sessão”.

Esta vontade de fazer rir os outros vem desde pequeno. Recorda-se em ser um miúdo que “gostava de fazer rir e um dia pensei porque não tornar isto uma profissão”. Entre os sketches do Herman e os workshops de comédia, “tive certeza aos 20 anos que era isto que queria fazer da minha vida”. Para o comediante, “tentei transformar uma graça natural, com a técnica, através do estudo”.

Já participou em vários programas na SIC Radical, no Canal Q e na SIC, mas foi preciso chegar à rádio para, de repente, ser uma figura pública. Admite que “na rádio temos um grupo de três pessoas, o impacto das piadas só sentimos ali, e numa sala de espetáculo a adrenalina e a pressão são maiores. Apesar de que às vezes também fico nervoso no estúdio de rádio, pois sei que está muita gente a ouvir”. Aliás, Salvador Martinha sublinhou que as cerca de seiscentas pessoas que assistiram ao espetáculo “mostram que ainda precisam de rir muito, e é importante trabalhar para fazer rir as pessoas e que no final digam que isto até foi barato”.

Percebe-se não só em palco, como nos bastidores, que Salvador Martinha, de todas as vezes que já veio às Caldas, “esta foi a vez que mais curti”. “Gostei mesmo muito do público, com uma sala muito fixe e moderna, que mistura uma plateia jovem com pessoas de todas as gerações, o que torna o espetáculo mais desafiante”, esclareceu o comediante, acrescentando que “desta vez a sala esteve cheia, o que é incrível”. É sinal de que as pessoas gostam de se rir, mesmo quando “há pessoas que não são tão recetivas às piadas”.

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