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Lourinhã leva o marisco, a abóbora e aguardente ao “Sabores do Oeste”

Mariana Martinho

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Tradicionalmente conhecida como a terra da aguardente, a Lourinhã é a única região de Portugal produtora de aguardentes com denominação de origem controlada. Além disso, a vila deslumbra não só pela sua história, mas também pela cultura e pela gastronomia, com os peixes e os mariscos.
Daniel Pinto e confrades da Confraria de Nossa Senhora da Anunciação

Apreciada pela excelente qualidade dos seus produtos gastronómicos, a Lourinhã originou o menu da sexta sessão do projeto “Sabores do Oeste”, da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO), que foi degustado na passada sexta-feira.

Para a criação da ementa, a escola solicitou ao município quais os produtos que queria ver representados, nos pratos reinventados pelos alunos e formadores, dando-lhe um toque de inovação. Assim, a abóbora, o marisco e os vinhos foram as estrelas da ementa, que mereceu um elogio tanto do presidente da Câmara da Lourinhã, João Carvalho, bem como dos confrades da Confraria de Nossa Senhora da Anunciação, que vieram vestidos com o traje a rigor.

Segundo Fernando Oliveira, vereador da cultura, “sugerimos um conjunto de produtos característicos do município, nomeadamente o marisco, a abóbora, o polvo e para finalizar, a nossa aguardente DOC (Denominação de Origem Controlada), que é uma das três únicas do mundo. É um ex-libris do trabalho vinícola feito na Lourinhã”.

À porta de entrada do restaurante de aplicação foram servidos medalhões de lagosta e pastéis de sapateira, acompanhados de um espumante Blanc de Blancs, que cativou e abriu o apetite aos clientes. Seguiu-se o creme de abóbora e manteiga, que foi a sopa servida.

Para prato principal foi escolhido polvo estufado em vinho tinto, acompanhado com batatas e couve-de-bruxelas. Para terminar, foi servida como sobremesa texturas de abóbora, produto que representa 60% da produção nacional da Lourinhã. Ainda foi dado a conhecer o bombom de aguardente, utilizado para acompanhar o café.

“É uma ementa com base no marisco, pois no município existe um grande número de empresas, que se dedica ao comércio e ao abastecimento a nível nacional do marisco”, disse Fernando Oliveira.

“Esta ementa procura refletir um pouco dos produtos e tradições da Lourinhã”, salientou. Também disse que o concelho “produz e exporta grande quantidade de produtos hortícolas”, entre os quais a abóbora, que tem “um grande peso” ao nível da economia local.

A marca Lourinhã também foi destacada pelo vereador, pois “temos várias empresas da trabalhar no âmbito do reconhecimento da marca para os nossos produtos de qualidade e de excelência”.

Os vinhos que acompanharam toda a refeição pertencem à Quinta do Rol, que alia “o saber e a tradição secular” com os mais recentes conhecimentos e tecnologias vitivinícolas de Portugal. Para acompanhar o prato principal foi escolhido o vinho branco Quinta do Rol e para sobremesa o Quinta de Rol Sauvignon Blanc.

João Carvalho manifestou que a qualidade do marisco “refletiu-se nas entradas servidas pelos alunos”. Destacou ainda a forma como “os pratos foram confecionados, com o uso da abóbora e do polvo”.

“É fundamental este tipo de iniciativas para divulgar o que cada concelho tem de melhor”, apontou.

Daniel Pinto, diretor da escola, indicou que trata-se de um “projeto pedagógico que procura proporcionar aos alunos uma experiência de enriquecimento cultural e gastronómico de cada município da região Oeste”.

Em cima da mesa não faltou um frasco com vaporizador cheio de aguardente da Lourinhã, que despertou a curiosidade dos convidados. Foi utilizado para pulverizar primeiro a sopa e depois voltaria a ser usada na sobremesa. Esta inovação da Adega Cooperativa da Lourinhã aplicada a esta bebida é utilizada para dar um “cheirinho” às carnes e às sobremesas, consoante o gosto. Assim, para um final perfeito para qualquer refeição foi servida aos presentes a famosa aguardente, feita apenas a partir de uvas colhidas em vinhas do concelho e e freguesias limítrofes.

A iniciativa “Sabores do Oeste” é realizada pelos formadores e alunos das turmas de 2º ano de “Cozinha e Pastelaria”, “Restauração e Bebidas” e “Operações Turísticas e Hoteleiras”, que estão a desenvolver diversos temas da gastronomia e vinhos de todos os municípios do Oeste, durante as doze semanas do 2º semestre letivo, tendo em vista o desenvolvimento, estudo, promoção e dinamização dos produtos típicos e característicos. O projeto conta com o apoio institucional da Comunidade Intermunicipal do Oeste, das câmaras municipais dos doze concelhos, e de várias empresas e produtores, que oferecem os seus produtos para a realização da refeição. No final será lançado um livro com as receitas desenvolvidas.

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