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Pinheiros cortados no Nadadouro por questões de segurança

Francisco Gomes

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O corte dos pinheiros do parque de merendas ao pé da escola primária do Nadadouro motivou polémica na freguesia.
Cenário provocou desagrado mas a autarquia explicou que o corte foi necessário

O desagrado foi manifestado nas redes sociais logo que começaram a ser publicadas fotografias das árvores cortadas, levando João Penedos, habitante na freguesia, a convocar uma “manifestação pacífica e sem ajuntamentos” com a designação “Uma flor pelos pinheiros aqui cortados”. O objetivo era que no dia da árvore, 21 de março, as pessoas passassem no parque de merendas e deixassem uma flor.

“A colocação de uma cruz no local é demonstrativa do sentimento de revolta dos populares. Alguém que não terá gostado, logo tratou de a remover assim como algumas flores que já lá tinham sido postas”, referiu.

“Dizerem-nos que os pinheiros são perigos públicos, que julgamos ser a argumentação da Junta, e cortá-los sem apelo nem agravo, é um precedente que se abre para que todas as árvores possam ser cortadas pelas mesmas razões, sem que haja um estudo a outras formas de minorar os riscos”, declarou.

O Movimento pelo Nadadouro revelou que o assunto foi debatido na Assembleia de Freguesia, já que “os pinheiros bravos tinham que ser cortados pois estavam a pôr em risco tanto a via pública como algumas casas caso caíssem, como aconteceu no último temporal em que caíram algumas trancas na via pública”, só que “nunca foi falado em ser tudo cortado, tanto bravos como mansos e foi também falado que iriam ser replantados novos pinheiros mansos”.

A presidente da Junta de Freguesia esclareceu que num dia com bastante vento “caiu um grande tronco de um dos pinheiros mansos existentes neste parque de merendas. O tronco caiu sobre a Rua Eng. Luís Paiva e Sousa e, felizmente, não havia viaturas estacionadas, nem ia ninguém a passar na altura. Foi aí que nos apercebemos que os pinheiros bravos ali existentes, bastante altos, estavam muito inclinados para sul, o que representava um perigo de poderem cair sobre as moradias que ali estão mesmo ao lado ou mesmo para a via pública, provocando certamente grandes estragos mas, mais grave ainda, podendo atingir pessoas”.

Na Assembleia de Freguesia “falou-se sobre aquele incidente e os perigos que os pinheiros podiam representar. Foi então decidido que o melhor seria abater os pinheiros bravos. Os pinheiros mansos deveriam ser destrancados e limpos. Ficou ainda decidido que seriam colocadas outras árvores em substituição”.

Contudo, “verificou-se que o estado dos pinheiros mansos é bastante mau: a grande maioria dos ramos estão secos e debilitados e os troncos apresentam alguns danos causados pelas pragas”.

“A tudo isto acresce o facto de existir ali o problema com a “processionária “ (lagarta do pinheiro). Foram retirados dos muros e à volta dos pinheiros do parque milhares de processionárias. Tendo em conta que o Parque de Merendas é um espaço público que se pretende que seja usado em segurança, que se situa junto a várias moradias e junto à rua “principal” da freguesia, entendemos que não devíamos correr riscos de ter problemas com quedas de troncos, que podiam atingir pessoas e causar problemas graves, ou com ataques de processionária. Foram estas as razões que nos levaram a cortar todos os pinheiros existentes naquele parque. Os que ainda estão de pé vão ser cortados nos próximos dias”, explicou Alice Gesteiro.

A autarca revelou que “com o apoio dos serviços da Câmara Municipal, estamos a estudar quais as árvores a plantar e a fazer um projeto de requalificação do parque que apresentaremos muito brevemente”.

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