A oferta de árvores, adquiridas em viveiros pela Câmara, foi um sucesso. Por volta das 11h30 e sob o sol do primeiro dia da Primavera, já os damasqueiros e as macieiras estavam esgotados. “Optámos por oferecer árvores de fruto face à situação económica, pois existem cada vez mais pessoas com uma pequena horta no quintal, e assim ao mesmo tempo motivar a sustentabilidade em casa”, adiantou Paula Almeida, responsável do Gabinete Florestal da Câmara.
Esta iniciativa já acorre há cinco anos no concelho, sendo que só há três anos é que realiza no centro da cidade. Dantes a distribuição era feita nas oficinas da Câmara. De acordo com a responsável do Gabinete Florestal da auarquia, esta mudança de local foi fundamental, pois “conseguimos despertar uma maior curiosidade nas pessoas e uma maior afluência à iniciativa”.
A cada pessoa e família foi entregue uma árvore, sendo que alguns questionaram quais os passos para poderem plantar corretamente.
“Não há nada mais fácil do que plantar uma árvore. Escolha um local onde a sua árvore possa crescer livre, sem prejudicar postes e construções. Abra uma cova proporcional ao tamanho do torrão ou da raiz. Colocar a planta na cova sem saco ou vaso, cuidado para não prejudicar as raízes. Preencha a cova com terra que foi removida, de preferência misture adubo ou estrume. Use as mãos ou os pés para compactar a terra. Regue com abundância, repita a rega três vezes por semana de manhã ou ao final da tarde”, explicou a responsável.
Destacou ainda o caso de algumas crianças que deliciaram-se com a oportunidade de poder plantar uma árvore. “É muito importante que as crianças, desde cedo percebam a relevância da sustentabilidade da agricultura e da própria floresta, e ainda o processo de desenvolvimento da mesma”, salientou Paula Almeida, acrescentando que os três agrupamentos escolares do concelho também vão receber amoreiras para plantar, após a interrupção letiva.
Esta ação do Município teve o custo de cerca de mil euros.
Substituição de palmeiras abatidas
Após o abate de quatro palmeiras na Praceta António Montez, próximo do Centro de Saúde, devido à praga do escaravelho, que ocorreu no ano passado, a Câmara decidiu replantar quatro magnólias no mesmo local, sendo a primeira substituição feita este ano. Face ao número de palmeira abatidas, “vamos tentar substituir por árvores, menos suscetíveis a pragas e doenças, para que as pessoas não sintam a falta das mesmas”, apontou.
Segundo Paula Almeida, o gabinete tem desenvolvido “um processo de controlo e monitorização” sempre que se verifica que alguma palmeira se encontra em “estado irreversível e procedemos ao abate”.
Esta prevenção tem sido feita desde 2014, quando “observámos que existiam palmeiras completamente mortas”. Destacou ainda a substituição e tratamento de algumas, que se encontram em locais estratégicos. “Não é possível tratá-las todas, pois é economicamente inviável e humanamente impossível”, frisou.




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