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“Pode a Câmara das Caldas gerir o Museu da Cerâmica?”

Francisco Gomes

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A questão colocada na emissão da semana passada do programa “Pontos de Vista”, da Mais Oeste Rádio/Jornal das Caldas, foi se se aceita que a Câmara Municipal das Caldas da Rainha possa assumir a responsabilidade de gestão do Museu da Cerâmica.
Manuel Nunes, Emanuel Pontes, José Carlos Faria, Rui Gonçalves, Joana Filipe e João Frade

Para Joana Filipe, do BE, a resposta é “não”, justificando que “até agora todos os museus que a câmara se tem apropriado têm funcionado mal, são espaços vazios onde se não se passa absolutamente nada e sem programação que os dinamizem”.

Segundo apontou, a autarquia “não tem pessoal suficiente e técnico que possa fazer a gestão desses espaços para estarem abertos ao público”.

Manuel Nunes, do PS, afirmou que a concelhia das Caldas da Rainha do seu partido “não concorda com a delegação de competências” para a Câmara, mesmo havendo a abertura manifestada pelo ministro da cultura, João Soares.

“Há uma desvalorização deste museu se passar para a rede municipal”, considerou, também achando que “não deve ser um vereador ou um chefe de divisão a tomar conta dos museus”.

Rui Gonçalves, do CDS, é “um adepto da delegação de competências nos municípios, desde que seja acompanhada da respetiva delegação financeira”.

Apontou que “numa cidade que tem dez museus faz sentido para funcionar em rede”, contudo, “é preciso que o município tenha capacidade e competência para gerir esse conjunto de museus e até agora temos visto o Museu Malhoa e o Museu da Cerâmica com quatro vezes mais visitantes do que o centro de artes [gerido pela Câmara]”, pelo que tem muitas reservas sobre o assunto.

Emanuel Pontes, do MVC, acha que “se a Câmara não é capaz de cativar para os outros museus municipais, então não tem capacidade”.

“Se o ministério vai ter menos verbas, duvido que venha mais dinheiro para o município”, referiu.

José Carlos Faria, da CDU, disse que “não podia estar mais em desacordo com a transferência do Museu da Cerâmica para a esfera municipal”.

“Não há um museu nacional da Cerâmica e Caldas da Rainha tem condições para acolhê-lo. O fato de passar para a esfera municipal é um óbice e significa que vamos ter um museu amputado e reduzido a uma escala aquém do desejado”, manifestou.

João Frade, do PSD, defendeu que “idealmente podia o museu ficar no Estado e torná-lo nacional, mas já vimos que nem este governo socialista tem fundos para isso, por isso temos de pensar noutro tipo de realidade”.

A gestão municipal será “uma forma de conseguir divulgar e valorizar este património”.

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