“Após a recompra do edifício da Expoeste pela Câmara Municipal, pelo valor de 350 mil euros, com o argumento de que essa operação se destinava a sanear financeiramente a ADIO, saldando assim as dívidas acumuladas a fornecedores, era suposto passarmos a ter uma gestão equilibrada, rumo à sustentabilidade económica. O que acontece no entanto, é que não foi assim, a gestão deficitária é permanente, a dependência de subsídios municipais é constante e são a única fonte de receita que mantém o funcionamento”, manifestou o autarca.
Segundo Manuel Isaac, “em 2015 e apesar da contabilidade ainda não permitir obter dados reais exatos, sabe-se pelos elementos conhecidos, que o Município injetou cerca de 200 mil euros na Expoeste”. O vereador apontou ainda que “a propósito de um subsídio de 16 mil euros solicitado pela ADIO à Câmara Municipal, para financiamento de um evento realizado na Expoeste em finais de 2015, foi pedido em 16 de Novembro um relatório das contas daquele certame, com vista a justificar o subsídio em análise, relatório que nunca foi entregue”.
“Pretende o protocolo agora em análise, que a Câmara Municipal, além de ceder o espaço gratuitamente, atribua um subsídio de 42 mil euros para 2016. Somos contra esta forma de gestão sistematicamente deficitária, que debilita as finanças do Município. Defendemos uma Expoeste com eventos verdadeiramente interessantes e atrativos, com uma gestão criteriosa e sustentável, que se constitua como um polo dinamizador das atividades económicas e não um sorvedouro de dinheiros municipais”, declarou Manuel Isaac, acrescentando que “se a estes elementos juntarmos o facto das atividades ali realizadas serem todas alvo de subsídio específico, a acrescentar ao subsídio anual agora em causa, o quadro é ainda mais negro”.
Para o vereador, torna-se urgente a aplicação do modelo aprovado pela Assembleia Municipal, que preconiza uma gestão conjunta dos equipamentos municipais actualmente geridos por associações.



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