No dia em morreu – 8 de março – realizou-se uma reunião da Assembleia Municipal, em ambiente de luto municipal, onde os deputados teceram algumas considerações sobre o ceramista. Lalanda Ribeiro, do PSD, disse ter ficado chocado com o falecimento e pediu que a Câmara “não deixe de fazer com alguma urgência o que estava planeado – que é a Rota Ferreira da Silva”. “Tem uma obra pública grande nas Caldas que merece ser mostrada, para homenageá-lo Caldas está de luto pela morte de um grande artista”, sublinhou.
Manuel Nunes, do PS, comentou que o mestre “tem uma obra impressionante, vasta e rica, e gostava muito das Caldas”. “Espero que a Câmara tente terminar algumas obras inacabadas”, disse, numa referência ao Jardim da Água, junto ao Chafariz das 5 Bicas.
Braz Gil, do CDS, confessou que não sabia do falecimento e associou-se ao voto de pesar, apontando que Ferreira foi “um grande ceramista”.
Emanuel Pontes, do MVC, declarou que em memória do mestre se deve mostrar o seu trabalho e defendeu a homenagem a outras figuras das artes enquanto estão vivos.
“A Câmara sente de forma pesarosa esta morte. A Câmara privou e partilhou com o mestre muitas iniciativas. Ele deu um grande contributo para as artes das Caldas da Rainha. Procurámos que a sua obra fosse conhecida. Está referenciado como o nosso principal artista”, referiu o presidente da autarquia, Tinta Ferreira.
Ferreira da Silva faleceu na madrugada de dia 8. Encontrava-se acamado no Montepio Rainha D. Leonor. Tinha 87 anos. Numa nota publicada pela Câmara das Caldas, é referido que nascido no Porto em 1928, morreu na cidade que “o adotou como um dos mais notáveis dos seus cidadãos”, apesar de residir no concelho de Óbidos, mais propriamente nas Gaeiras.
“A sua obra, que resiste a classificações, permanecerá como uma das mais admiráveis produções artísticas que Caldas da Rainha conheceu nos últimos decénios. Ligado desde os anos 50 a Caldas da Rainha, quando inicia trabalho na Secla, o seu nome está associado a outras empresas de cerâmica da cidade, como a Afonso Angélico e a Molde. Entre os anos 80 e 90, desempenha funções de formador no Cencal onde encontra condições para continuar a desenvolver o seu trabalho autoral. Tem uma importante obra pública nas Caldas, pertencente a várias instituições da cidade, e em 2009 foi iniciada a constituição da Coleção Municipal Ferreira da Silva, integrando trabalhos de várias fases da sua carreira e outros que desde então executou. Um património comum que engrandece a nossa herança cultural”, descreve a autarquia.




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