O projeto “Sabores do Oeste” envolve as turmas de 2º ano de “Técnicas de Cozinha e Pastelaria”, “Técnicas de Serviço de Restauração e Bebidas” e “Operações Turísticas e Hoteleiras” durante as doze semanas do segundo semestre letivo, sempre à sexta-feira no restaurante pedagógico do estabelecimento de ensino, nas Caldas da Rainha.
Tem o apoio das autarquias, através da comunidade intermunicipal do Oeste, e da Associação de Desenvolvimento Rural Leaderoeste, e reúne empresários que se dedicam a produtos emblemáticos de cada município e que são oferecidos para a realização da refeição, que pode ser degustada pelo público em geral por doze euros e meio.
Daniel Pinto, diretor da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, indicou que “o que se procura é que os alunos façam um trabalho de pesquisa e inovação sobre os produtos do Oeste”. “É uma aula prática de cozinha”, frisou.
Depois de no arranque do projeto ter estado em destaque o concelho de Alcobaça, na semana passada foi a vez de Alenquer. Esta semana é a vez de Arruda dos Vinhos, seguindo-se Bombarral, Cadaval, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Caldas da Rainha.
Na ementa dedicada a Alenquer, a entrada foram ovos de codorniz a baixa temperatura. O prato de peixe foi torricado de bacalhau com salteado de grelos e o de carne foi codorniz agridoce sobre puré de cherovia e legumes do Oeste. A sobremesa foi composta por bodinhas do Espírito Santo com bola de gelado.
A acompanhar a refeição foram servidos os vinhos Rosé “Casa do Lago 2014”, Branco “Quinta dos Plátanos 2013”, Tinto “Quinta das Setencostas” e Licoroso “Talismã”, produzidos no concelho.
O repasto, que trouxe até às Caldas da Rainha uma comitiva municipal de Alenquer, onde estavam o presidente e o vice-presidente da Câmara e o presidente da Assembleia, assim como o diretor de marketing da Nutriaves (que produz codorniz) e o produtor do doce bodinhas do Espírito Santo, serviu para dar a conhecer aquele concelho através de uma exposição à entrada do restaurante pedagógico.
Rui Costa, vice-presidente da autarquia de Alenquer, sublinhou a promoção da “trilogia cultural e turística que representa a identidade do concelho”, com uma componente ligada ao vinho, já que Alenquer é o maior produtor vitivinícola da região de Lisboa e aposta no eno-turismo.
O culto do Espírito Santo é uma tradição de Alenquer e um fator significativo de atratividade turística, com as festividades religiosas, assim como o presépio (Alenquer, vila presépio).
No que diz respeito à gastronomia, Rui Costa sublinhou que o concelho, através da Nutriaves “é o maior produtor nacional” de codorniz (contrariando o que sustenta a freguesia do Landal, nas Caldas da Rainha, que diz ter mais de setenta por cento da produção nacional). A aposta tem sido “a codorniz gourmet, que tem entre 180 a 210 gramas”.
O torricado é um prato tradicional de Alenquer. “As pessoas levavam para o campo o pão torrado do dia anterior e com azeite alimentavam-se, e hoje ainda encontra-se nos restaurantes como acompanhamento”, referiu Rui Costa, fazendo notar a mais-valia de se juntar nesta refeição o bacalhau.
Quanto ao bodinhas, é um “doce elaborado com produtos endógenos, como ervas da Serra do Montejunto, requeijão e pão, que ganhou recentemente um concurso para eleger o doce tradicional de Alenquer”.
Pedro Folgado, presidente da Câmara de Alenquer, que é simultaneamente presidente da Comunidade Intermunicipal do Oeste e da Leaderoeste, considerou que a refeição “é um desafio para cada município, para quem é importante mostrar os seus produtos, saindo do seu território”.










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