Com apresentação de Helena Carlos, e com Sónia Rosa, diretora de projetos da ACCCRO, “Espaço Ativo” convidou jornalistas que têm acompanhado de perto o trabalho e iniciativas da associação.
Sónia Rosa quis assinalar o Dia Mundial da Rádio, que se comemorou a 13 de fevereiro, convidando para o programa os jornalistas com o objetivo de saber o seu “parecer sobre certos assuntos”, destacando a importância “da opinião e da comunicação social, porque quando dá a informação tem que ser independente no que faz”.
Na questão, a comunicação social é um parceiro importante no dia a dia da ACCCRO? A jornalista do JORNAL DAS CALDAS, Marlene Sousa, respondeu que tem acompanhado as iniciativas da associação comercial, nomeadamente o Comércio Investe, um projeto de apoio de fundos comunitários onde as lojas das Caldas podem renovar-se, estudos que tem feito sobre o comércio e restauração local e animações nas ruas do centro da cidade. Marlene Sousa lembrou ainda que as luzes de Natal foram um sucesso, trazendo mais visitantes às Caldas e aumentando as vendas nas lojas do comércio tradicional.
Destacou também dinâmica da ACCCRO e salientou a importância da comunicação social local num mundo cada vez mais global. “Podemos estar a ver televisão e saber o que se está a passar em Paris e não saber o que se passa na nossa própria cidade”, exemplificou.
O jornalista Pedro Antunes considera que a comunicação social e o meio empresarial são “interpendentes” um do outro. “A comunicação social precisa dos comerciantes e empresários porque são eles que fazem publicidade. Por mais que nós gostaríamos de não depender disso, é impossível porque os jornais precisam de dinheiro para sobreviver. Por outro lado, também é um prazer poder divulgar certas iniciativas que são positivas e interessantes”, disse, acrescentando que “podem complementar-se e continuar a caminhar juntos, sempre com independência”.
Dina Aleixo, que escreve para a Lusa, sublinhou que a agência noticiosa tem que abordar os “assuntos que têm uma ótica nacional, ou regional ou quando são locais têm que ter um fator diferenciador”. Lamenta que por vezes as pessoas não compreendem porque é que tem que recusar certas reportagens. “Sempre que a noticia tenha interesse nacional ou um grande impacto local, nós fazemos, como por exemplo as luzes e animação de Natal nas Caldas, que fez com que os comerciantes tivessem um aumento de vendas e foi uma notícia que teve um grande impacto e que saiu em vários jornais através da Lusa”, descreveu.
Helena Carlos na segunda parte do programa entrou na conversa sobre “a importância da comunicação e porque é que é tão importante haver comunicação social local e regional”.
Pedro Antunes e Dina Aleixo recordaram os tempos em que faziam rádio, lembrando como era antes da “era das novas tecnologias”. Alertaram ainda para “o perigo de ter pessoas que não são jornalistas a fazer informação na rádio”.




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