A música transporta, cria atmosferas, dramas, ruturas, contrastes, ritmos, emoções, paisagens, narrativas. As bandas filarmónicas têm uma forte teatralidade e remetem-nos, muitas vezes, para universos diversos: festivos, cerimoniais, fúnebres, populares…
A proposta de criação para este trabalho com a Banda Comércio e Indústria é de cruzar outros imaginários à realidade de um concerto. Procura descobrir como se relacionam estes homens e mulheres e a música. Como se encontram, amam, lutam, convivem.
Evocar histórias através da música e da relação que existe entre o corpo e o instrumento musical que fala outra língua. Um trabalho conjunto que cruza o teatro e a música num diálogo de descoberta.
O espetáculo Sforzando fala da força da música e da capacidade inventiva de uma banda que insiste em tocar mesmo quando tudo está a cair à sua volta. Em ruína ou a ruir, esta pode ser a metáfora de um quotidiano que nos é tão familiar, onde para se sobreviver é preciso reinventar, lutar, criar, acreditar, e estar atento para não se ser atingido com pedras que caiem de todos os lados, de bocados que se rompem aos poucos. E que não podem ser reconstruídos porque falta sempre alguma coisa: dinheiro, estimulo, força, convição, comunicação, revolução, união…
Uma viagem musical que procura comover, fazer sorrir, rir. E que através do absurdo, da poesia, do movimento e da música fala da vida.
Com conceção e direção de Mafalda Saloio e direção musical do maestro Adelino Mota, conta como ator convidado com Victor D’ Andrade.
Os bilhetes custam cinco euros.



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