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Numismática

Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro

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Por: Luís Manuel Tudella 78ª. Moeda Datas Históricas 150 Anos da Fundação da Cruz Vermelha 2,5 Euro

As características desta moeda são as seguintes:

Anv: Apresenta, na parte superior até ao meio da face o escudo nacional embutido na esfera armilar com dois ramos de oliveira a circundá-lo; na parte inferior ao centro, apresenta o valor facial da moeda em duas linhas 2,5 euro, o ano da cunhagem 2013 e, junto ao bordo, a legenda “República Portuguesa”.

Rev : Apresenta, no campo central a legenda “150 anos”; na parte inferior, juntamente com a legenda “Cruz Vermelha”, surge uma cruz com mais cinco em expansão; circundando a parte superior, vislumbra-se a legenda “1863-2013 150 Anos da Fundação”.

Autores: José Bandeira e Delgado Nunes

Moeda corrente de acabamento normal – Cuproníquel:

Valor facial 2,5 Euro; 28 mm de diâmetro; 10 g. de peso; bordo serrilhado (100.000 exemplares).

Moedas Prata (Proof):

Valor facial 2,5 Euro; 28 mm de diâmetro; 12 g. de peso; bordo serrilhado; permilagem de 925/1000; (2.500 exemplares).

A Cruz Vermelha Internacional foi fundada em Genebra, no ano de 1863, por Henry Dunant, e a Cruz Vermelha Portuguesa em 11 de fevereiro de 1865 pelo médico militar José António Marques, sob a designação inicial de “Comissão Provisória de Socorros a Feridos e Doentes em Tempo de Guerra”.

Ao longo da sua história humanitária, esta instituição foi atuando, por si ou enquadrada no seu Movimento Internacional, procurando defender a vida, a saúde e a dignidade, especialmente dos mais vulneráveis. Hoje, a Instituição estende-se a todo o país, abrangendo cerca de um milhão de beneficiários por ano.

Segundo o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, “foram 150 anos de adaptação às necessidades de cada tempo, curando feridas de várias guerras e desastres, e cicatrizes menos visíveis, mas igualmente profundas, causadas pela pobreza, a exclusão, a violência, o desemprego… “

Para relembrar o seu século e meio de história, de valores, de socorro e apoio à humanidade, a Cruz Vermelha Portuguesa reuniu neste evento a sua rede de voluntários e colaboradores, bem como representantes da sociedade, instituições, administrações, empresas parceiras e outras entidades, que tiveram e têm um papel fundamental na sua missão.

Para comemorar este aniversário, a Imprensa Nacional Casa da Moeda associou-se a esta efeméride mandando cunhar uma moeda alusiva a tão prestigiosa Fundação, de valor facial de 2,5 €uro.

A sessão solene de abertura do ano comemorativo, realizada a 11 de fevereiro, compôs-se das seguintes atividades: Lançamento de Aplicação para smartphones e tablets com conteúdos de primeiros socorros, preparação/resposta em caso de desastres, voluntariado, donativos, entre outros, em março; Lançamento de Moeda comemorativa, em março; Lançamento de Livro dos 150 anos da Cruz Vermelha Portuguesa, em abril; Realização de jantar/espetáculo solidário de angariação de fundos no Casino Estoril para convidados e empresas, a 7 de maio; Inauguração do Núcleo Museológico da CVP; Lançamento de Selo comemorativo.

Historial

Por nomeação do Rei D. Luís I, o médico – militar José António Marques representou Portugal na Conferência Internacional realizada em agosto de 1864, em Genebra, com a finalidade de se deliberar sobre a neutralidade “das ambulâncias e dos hospitais, assim como do pessoal sanitário, das pessoas que socorressem os feridos e dos próprios feridos no tempo de guerra.”

Portugal foi, assim, um dos 12 países que assinou a I Convenção de Genebra de 22 de agosto de 1864, destinada a melhorar a sorte dos militares feridos dos exércitos em campanha.

Desde a sua fundação, a Cruz Vermelha Portuguesa assistiu as vítimas de vários conflitos, nomeadamente:

Movimentos revolucionários de Portugal; Campanhas coloniais de Portugal; Guerra Civil de Espanha; Primeira Guerra Mundial; Segunda Guerra Mundial; Invasão da Índia Portuguesa pela União Indiana.

Mais recentemente, esta Instituição apoiou a ação do Comité Internacional da Cruz Vermelha nos seguintes conflitos:

Revolução Romena; Conflitos da Ex-Jugoslávia; Guerra Civil de Angola; Conflitos no Darfur/Sudão, Moçambique e Timor-Leste, entre outros.

No quadro dos grandes desastres e catástrofes, sobressai a ação da Cruz Vermelha Portuguesa – quer de forma bilateral, quer em coordenação com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho – por ocasião dos seguintes acontecimentos: Gripe Pneumónica (1918-19); Sismos no Faial (1926), na Grécia (1953), em Agadir (1960) e S. Jorge, Açores (1964 e 1990); Incêndio de barracas na Charneca do Lumiar, Lisboa (1964); Ciclone em Portugal (1941); Desastres ferroviários de Vila Franca de Xira (1947), de Alcafache (1985), de Póvoa de Santa Iria (1986) e de Santa Cruz de Benfica (1989); Inundações no Distrito de Lisboa (1967 e 1983);

Incêndio no Chiado (1988); Acidente com voo da Martinair em Faro (1992); Temporais no Alentejo e Açores (1997);

Cheias em Moçambique (2000); Acidente da Ponte Hintze Ribeiro, Castelo de Paiva (2001); Vagas de calor e incêndios em Portugal (2003 e 2005); Tsunami na Ásia (2004); Sismos no Paquistão (2005) e China (2008); Tufão na Birmânia (2008); Vaga de frio em Portugal (2008); Ameaça de pandemia de gripe (2007 a 2009).

Fontes:

http://www.cruzvermelha.pt/movimento/breve-historial.html; http://www.cruzvermelha.pt/cvp/150o-anivesrario/2075-programa-de-iniciativas.html;

I.N.C.M.;

Coleção particular do autor

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