Antes da visita às instalações, onde esteve acompanhado pelo comandante dos bombeiros e por elementos dos corpos sociais da associação humanitária, disse ao jornalistas que “um Presidente da República não pode ser um cubo de gelo, tem de tomar partido, e sobretudo falar a verdade e defender os direitos do povo”. Como tal, afirmou que não vai hesitar na defesa do povo e do interesse nacional, sendo “o ADN da nossa candidatura”. Também reafirmou mais uma vez a importância de eleger um presidente que defenda os direitos fundamentais e capaz de defender, cumprir e fazer cumprir a constituição.
O ex-padre católico e deputado regional madeirense, que durante os últimos dois meses de campanha visitou várias instituições de norte a sul do país, como hospitais, serviços de saúde e corporações de bombeiros, disse que “todas elas atravessam problemáticas” devido a um “conjunto de políticas de terrorismo social que estão a fazer vítimas e a gerar morte”. Na sua opinião, são responsáveis “todos aqueles que estiveram ligados às políticas concretizadas por Passos Coelho e Paulo Portas e que agora apoiam o candidato Marcelo Rebelo de Sousa”.
Edgar Silva mostrou-se disponível para “combater rapidamente e alterar profundamente esta situação, pois só teremos um tempo novo se corresponderem medidas políticas que sejam de viragem, de rutura, de inversão desta lógica”.
Salientou ainda a importância do financiamento para as associações de bombeiros voluntários, o apoio e incentivo que o Presidente da República deve dar a “esta forma de voluntariado que se dedica à proteção e socorro”.
Abílio Camacho, presidente da corporação dos bombeiros das Caldas da Rainha, e o comandante Nelson Cruz, falaram sobre as valências da instituição e criticaram “o facto das associações de bombeiros na grande maioria terem de pagar ao estado para prestar socorro”. Também falaram das dificuldades dos bombeiros na prestação de cuidados e das despesas da instituição, e no serviço do INEM, que dá “um prejuízo de 60 mil euros”. “O pré -hospitalar é uma valência grande que aglutina muitos bombeiros, pois fazemos o transporte de 18 mil doentes por ano, para diversos hospitais”, adiantou o comandante, sublinhando o facto de terem de pagarem o combustível ao preço do “cidadão comum”. Também mencionou que a legislação e a dificuldade em recrutar bombeiros voluntários são questões que “preveem tempos difíceis para as corporações”.
Após ouvir os problemas da corporação, Edgar Silva aproveitou para criticar o candidato opositor Marcelo Rebelo de Sousa no caso do doente que morreu no hospital de São José à espera de uma operação.
“Não fomos a uma urgência hospitalar, de forma oportunística e quase vergonhosa, para chorar as lágrimas de crocodilo, como quem lá foi nesta visita, enquanto candidato”, lamentou, sublinhando o facto de ter sido a mesma pessoa que “nos comentários semanais à maneira das antigas conversa em família tudo fez para legitimar as políticas do terrorismo social que estavam a ser impostas ao país e foi um permanente defensor do anterior ministro da Saúde, Paulo Macedo, elogiado como o mais competente, o mais capaz dos ministros”.




0 Comentários