e Moscatel de Setúbal.
O azeite foi outro dos componentes importantes nesta refeição, tendo estado à mesa a produção da marca Fonte da Bica, de Rio Maior.
O evento contou com convidados especiais ligados aos produtos promovidos: Bernardo Alves, administrador da empresa Riberalves, Rui da Bernarda, proprietário da Mercearia Pena, e Cristina Correia, responsável pelo azeite Fonte da Bica.
A Riberalves é a maior empresa de transformação de bacalhau do mundo, tendo sede em Torres Vedras e fábrica na Moita.
A empresa está há trinta anos no mercado, vende 25 mil toneladas por ano para todo o mundo, principalmente para países lusófonos. “Basicamente quem consome são portugueses, brasileiros e angolanos. Os outros consomem bacalhau fresco, que não vendemos”, relatou Bernardo Alves.
Aos alunos, descreveu que o bacalhau “é um processo, desde a matéria-prima até ao consumo final, havendo um período de maturação e estágio em sal no mínimo de seis meses, que confere textura e gosto ao tradicional bacalhau curado”.
Entre o bacalhau seco e bacalhau demolhado (ultracongelado), 70% da restauração consome este último, porque “é melhor”. É dividido por tipo de postas a uma temperatura constante de oito graus, que confere rigor no ponto de sal. “O bacalhau tem uma mais-valia em ser congelado, o que é diferente de outros produtos congelados”, sublinhou o proprietário da Riberalves.
Rui da Bernarda falou da Mercearia Pena, que existe nas Caldas da Rainha desde 1909. “Os nossos produtos principais são o bacalhau, o café, frutos e legumes secos, sendo uma loja de produtos tradicionais de qualidade”.
“No bacalhau trabalhamos num segmento pequeno, mas vamos escolher os melhores bacalhaus e afins”, indicou.
O empresário aproveitou para anunciar que em novembro vai abrir o café-restaurante Capristanos, na central rodoviária, onde será possível degustar os produtos que estão à venda na Mercearia Pena.
Com um lagar há 40 anos, a Fonte da Bica, em Rio Maior, produziu no último ano 150 mil litros de azeite, movimentando um milhão de quilos de azeitona. Cristina Correia estima que a nova produção atingirá maiores quantidades, tendo lançado um repto aos alunos para que “quando estiverem no mercado de trabalho se lembrem de nós”.
Francisco Gomes









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