Bacalhau e azeitona em destaque na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste

Francisco Gomes

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O bacalhau e a azeitona foram os ingredientes em destaque na segunda sessão do projeto “Raízes”, desenvolvido pela Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO), nas Caldas da Rainha, com o envolvimento das turmas de terceiro ano dos cursos de técnicas de cozinha/pastelaria e técnicas de serviço de restauração e bebidas. Segundo Daniel Pinto, diretor da EHTO, o objetivo é “trabalhar os produtos nacionais e internacionais que têm benefícios para a saúde e que por vezes estão esquecidos”, sendo a escola “um laboratório de experiências”. Na primeira sessão os produtos abordados foram a cebola, o sal e o alecrim. Desta vez, a ementa no restaurante pedagógico começou com uma salada de bacalhau, seguindo-se chora de bacalhau (sopa). O prato principal foi supremo de bacalhau com crosta de azeitona, pérola de batata e esparregado. A sobremesa foi folhado de mousse de chocolate e azeite.
O diretor da escola e a mesa de convidados

e Moscatel de Setúbal.

O azeite foi outro dos componentes importantes nesta refeição, tendo estado à mesa a produção da marca Fonte da Bica, de Rio Maior.

O evento contou com convidados especiais ligados aos produtos promovidos: Bernardo Alves, administrador da empresa Riberalves, Rui da Bernarda, proprietário da Mercearia Pena, e Cristina Correia, responsável pelo azeite Fonte da Bica.

A Riberalves é a maior empresa de transformação de bacalhau do mundo, tendo sede em Torres Vedras e fábrica na Moita.

A empresa está há trinta anos no mercado, vende 25 mil toneladas por ano para todo o mundo, principalmente para países lusófonos. “Basicamente quem consome são portugueses, brasileiros e angolanos. Os outros consomem bacalhau fresco, que não vendemos”, relatou Bernardo Alves.

Aos alunos, descreveu que o bacalhau “é um processo, desde a matéria-prima até ao consumo final, havendo um período de maturação e estágio em sal no mínimo de seis meses, que confere textura e gosto ao tradicional bacalhau curado”.

Entre o bacalhau seco e bacalhau demolhado (ultracongelado), 70% da restauração consome este último, porque “é melhor”. É dividido por tipo de postas a uma temperatura constante de oito graus, que confere rigor no ponto de sal. “O bacalhau tem uma mais-valia em ser congelado, o que é diferente de outros produtos congelados”, sublinhou o proprietário da Riberalves.

Rui da Bernarda falou da Mercearia Pena, que existe nas Caldas da Rainha desde 1909. “Os nossos produtos principais são o bacalhau, o café, frutos e legumes secos, sendo uma loja de produtos tradicionais de qualidade”.

“No bacalhau trabalhamos num segmento pequeno, mas vamos escolher os melhores bacalhaus e afins”, indicou.

O empresário aproveitou para anunciar que em novembro vai abrir o café-restaurante Capristanos, na central rodoviária, onde será possível degustar os produtos que estão à venda na Mercearia Pena.

Com um lagar há 40 anos, a Fonte da Bica, em Rio Maior, produziu no último ano 150 mil litros de azeite, movimentando um milhão de quilos de azeitona. Cristina Correia estima que a nova produção atingirá maiores quantidades, tendo lançado um repto aos alunos para que “quando estiverem no mercado de trabalho se lembrem de nós”.

Francisco Gomes

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