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Buscas no mar por naufrágio inexistente

Francisco Gomes

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A Marinha efetuou buscas na noite de sexta para sábado madrugada a cinco milhas a oeste da ilha das Berlengas, ao largo de Peniche, em resposta a uma comunicação de socorro que dava conta de uma embarcação a virar-se com vinte tripulantes a bordo. Foram mobilizados vários meios mas nada foi encontrado.
Lancha de fiscalização “Escorpião” fez buscas ao largo de Peniche

Pelas 22h04 desta sexta-feira foi recebido um alerta para o centro de comunicações da Marinha de uma embarcação “a meter água”.

Foram mobilizadas duas lanchas para o local. Uma da Polícia Marítima, com três tripulantes, e outra da Marinha – o navio Escorpião, com oito militares. Só o salva-vidas “Vigilante”, do Instituto de Socorros a Náufragos, não estava logo pronto, por não ter tripulação (apenas o patrão estava disponível), tendo de se reunir outros elementos, inclusive da Nazaré, para completar a equipa necessária.

O cenário traçado deixava antever uma catástrofe, ainda pior do que a ocorrida recentemente com o arrastão Olívia Ribau, em que cinco dos sete pescadores a bordo morreram à entrada do porto da Figueira da Foz

A autoridade marítima alargou a área de buscas sem conseguir detetar qualquer barco naufragado até à manhã de sábado. Vai agora ser investigada a origem do suposto pedido de socorro.

Entretanto, outra embarcação ficou na mesma altura à deriva na zona de Cascais. Tratava-se do barco de pesca “Brasília”, matriculado em Peniche, que no entanto não era motivo de grande preocupação, uma vez que só precisava de ser rebocado.

Francisco Gomes

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