De acordo com a ministra da Agricultura e Mar, o parecer científico que propõe uma redução da captura em 2016 tem um problema subjacente de metodologia e levanta dúvidas, acrescentando que os dois países vão trabalhar em conjunto no sentido de partilhar os melhores dados científicos e conferir com o ICES os dados que eles dispõem.
Os pescadores da Nazaré que já chegaram ao seu limite para este ano, no passado dia 22 de agosto, e contestam a proposta do ICES para 2016. Embora sem caráter obrigatório, o parecer do ICES é adotado por Portugal e Espanha, uma vez que a consequência é a União Europeia passar a gerir o ‘stock’ de sardinha ibérica.
A confirmarem-se as 1587 toneladas para 2016 “será a ruína”, alerta Joaquim Zarro, Presidente da Associação de Armadores e Pescadores da Nazaré, que garante “nunca ter existido tanta sardinha, como agora, no mar nacional”.
O Presidente da Câmara Municipal, Walter Chicharro, manifestou, entretanto, a sua satisfação pelo anúncio de reavaliação do estudo científico do ICES “apesar de achar estranho que tenha sido preciso esta luta para levar a esta decisão”.
O autarca espera que esta posição do Governo “seja sinal de boas notícias para o setor”.
No passado dia 26 de agosto, o Presidente da Câmara Municipal e o responsável pela Associação de Armadores e Pescadores, deslocaram-se a Lisboa para entregar as últimas sardinhas pescadas no mar da Nazaré à Ministra Assunção Cristas, num protesto simbólico, que visou sensibilizar o Governo para negociar melhores quotas de captura para 2016.
A ação de protesto da Nazaré teve uma grande cobertura por parte da imprensa nacional e regional, que conseguiu passar, em horário nobre, nos três canais abertos de televisão, bem como na televisão paga, rádios nacionais, imprensa nacional de referência, imprensa e rádios regionais, o apelo para o aumento da quota de pesca da sardinha, pois “a concretizar-se a recomendação do Conselho Internacional para a Exploração dos Mares (ICES), para que os totais admissíveis de capturas (TAC) da sardinha em águas ibéricas se limitem às 1.587 toneladas no próximo ano, “verificar-se-á uma redução de 90% face a 2015 e um estrangulamento da atividade”.




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