Jaime Ricardo, de 58 anos, é um colecionador com uma centena de bicicletas “pasteleiras”, todas restauradas, tornando-se um verdadeiro aficionado deste modelo antigo e que procura, sempre que pode, viajar um pouco por todo o país para mostrar a sua arte nos passeios ou eventos ligados ao ciclismo.
“Esta paixão surgiu há dez anos, através de um amigo que comercializava “pasteleiras”, que transmitiu-me esta espécie de vírus pelas bicicletas velhas. Assim as bicicletas começaram a surgir e num espaço de um ano já tinha seis, sendo todas restauradas por mim”, salientou.
Atualmente, o colecionador dispõe de cem “bicicletas raras” de vários modelos (homem, mulher e criança), marcas e preços (dos 400€ até 1500€), sendo todas do século vinte. Para Jaime Ricardo, “as bicicletas são uma espécie de filho, pois sou eu que lhes dou uma nova vida”.
Além do processo de restauração, o caldense também participa em vários encontros de pasteleiras antigas e passeios, sempre vestido a rigor. Jaime Ricardo possui na sua coleção modelos de bicicletas com as cores do clube do coração, equipadas à Benfica.
Mário Lino, diretor do museu, declarou que estas 80 bicicletas são “autênticas preciosidades, todas reparadas pelo caldense Jaime Ricardo, tornando-se um ourives das bicicletas, em que procura transformar estas peças em ouro”.
A exposição estará patente na sala de exposições temporárias do museu até setembro, com 80 modelos “únicos de pasteleiras”.
Mariana Martinho




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