O evento foi integrado numa ação de campanha publicitária do Continente. “Porque pensamos em tratar todos os empresários caldenses de igual forma, não aceitamos que se abra o precedente de permitir que uma empresa beneficie de dinheiros públicos para publicitar o seu negócio e converter espaços nobres, centrais da cidade em estaleiros publicitários, manifestaram Rui Correia e Jorge Sobral.
“Nos dias que correm, temos muitos outros sítios onde investir esse dinheiro. Não fomos acompanhados pela maioria PSD e pelo CDS, que votaram a favor desta operação. Consideramos aberto o precedente: a partir desta deliberação, qualquer empresário deve pedir comparticipação à Câmara para desenvolver uma iniciativa publicitária sua. E não deve ver recusado o seu pedido”, afirmaram.
“Não temos como documentar o benefício e o retorno que a realização deste evento trouxe para as Caldas da Rainha, especialmente se o concerto decorreu a uma hora em que nem sequer a maior parte dos estabelecimentos comerciais está aberta. Mas mesmo que se verificasse um extraordinário retorno turístico e publicitário das Caldas da Rainha, consideramos indispensável que fosse esse retorno quantificável, ou no mínimo, estimável, para que se considerasse a atribuição deste apoio financeiro. Nenhum destes dados foi sujeito a consideração”, referiram os socialistas.
A Câmara deliberou pagar 27500 euros, a acrescer do IVA, à Simultâneo de Ideias e Música – Produção de Eventos Culturais, Lda. Segundo o Continente, cerca de 27 mil pessoas participaram no evento.
Francisco Gomes




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