Esta exposição estará patente ao público entre os dias 31 de julho e 30 de agosto, e pode ser visitada de quinta-feira a domingo, das 11h00h às 19h00.
Filipa Rodrigues tem desenvolvido uma atividade artística com enfase na experimentação da linguagem plástica sobre as relações de proximidade e intimidade com o espaço habitado. Este espaço é simultaneamente vivido como interior/exterior e reflete uma relação intensa, em termos emotivos e estéticos, com a presença do Ser que é ocultada ou desocultada através das paredes, portas e janelas… e se revela ao observador atento.
Nestas pinturas são explorados diferentes materiais e técnicas. Deste modo Filipa Rodrigues pretende expandir as potencialidades criativas latentes em diversos contextos do quotidiano urbano, procurando transformá-los através do efeito “estranhamento” de Brecht, ou seja o distanciamento na contemplação de algo que nos é familiar.
Como menciona Umberto Eco, em Storia della Belleza, “momentos nos quais, numa particular situação emotiva (uma hora do dia, um acontecimento que faz fixar a nossa atenção sobre um objeto), as coisas aparecem-nos sob uma luz nova. Não nos remetendo a uma Beleza fora desses objetos (…) aparecem simplesmente, com uma intensidade que antes era ignorada, e apresentam-se cheios de significado, assim que compreendemos como, só naquele momento obtivemos a experiência completa, e que a vida é digna de ser vivida, só para acumular tais experiências”.



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