“Pedimos ao empreiteiro para que os banhistas não fossem prejudicados. Depois as obras vão prosseguir e espera-se que acabem até dezembro”, contou António Salvador, presidente da Junta de Freguesia de Atouguia da Baleia.
Orçadas em 922 mil euros e financiadas por fundos comunitários, as obras, desenvolvidas pela Agência Portuguesa do Ambiente, arrancaram em abril deste ano. “Eram urgentes porque devido à erosão a praia está cada vez mais pequena e existe cada vez maior perigo de derrocadas voltarem a atingir pessoas”, referiu o autarca.
António Salvador recordou que há quatro anos parte da arriba ruiu, ferindo uma criança de sete anos e outras cinco pessoas, duas das quais com alguma gravidade.
A intervenção consiste na execução de um muro de suporte e proteção na base da arriba e na aplicação de betão projetado em algumas zonas. Os trabalhos incluem ainda a desmontagem de blocos rochosos instáveis, a execução de estruturas de suporte em alvenaria de blocos, a colocação de redes metálicas de proteção contra a queda de blocos e a aplicação de pregagens para a estabilização. A autarquia espera recuperar a Bandeira Azul, que foi retirada após a derrocada.
Segundo Vinhas Silva, comandante da capitania de Peniche, fora do período de 15 de julho e 16 de agosto, “como as obras implicam o trânsito de máquinas e veículos pesados, a área intervencionada encontra-se interdita, para salvaguardar a segurança de pessoas”. As infrações são punidas com coimas entre 30 e 300 euros.




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