Em 2012, já era apresentada como “a sensual e grande surfista” na revista Onfire Surf. Nesse ano participou no capítulo VII da reportagem “O Surf também é sexy”, do Sapo Desporto, em que contava a sua experiência sobre como é ser mulher e fazer surf.
Nascida no Porto mas a residir nas Caldas da Rainha desde os dois anos, foi aqui que estudou até ir para a universidade. Estando perto do litoral, despertou o gosto pelos desportos aquáticos. Aos 16 anos começou a praticar bodyboard de forma mais regular e aprendeu noções de surf, que aprofundou quando foi estudar para para o Instituto Superior Técnico, em Lisboa, tendo começado a fazer surf por influência de amigos, aos 18 anos.
Tem vários prémios em competições desportivas, tendo sido campeã universitária entre 2008 e 2010. Enquanto junior ficou em oitavo lugar no ranking geral europeu. Como sénior, ficou em décimo e em terceiro lugar no ranking geral, aos níveis europeu e nacional, respetivamente.
Em 2013 integrou o documentário “Lisboa – cidade do fado e da luz”, exibido na televisão alemã e francesa, onde deu a cara pelo surf e por Lisboa.
Investigadora doutorada
É conhecida por “Pocahontas do surf”, modalidade que pratica sempre que pode para manter o equilíbrio com a outra sua paixão e área da atividade profissional – a investigação científica.
Foi por essa sua vertente de investigadora que no último feriado municipal nas Caldas da Rainha recebeu a medalha de mérito de investigação. Em setembro de 2014 tinha recebido um voto de louvor da Assembleia Municipal pela atividade académica desenvolvida.
Licenciou-se e tirou mestrado em engenharia eletrotécnica e de computadores, que concluiu no Instituto Superior Técnico, em Lisboa. Concluiu entretanto a tese de doutoramento e trabalha no Instituto de Telecomunicações.
Filipa Prudêncio recebeu em Pequim o “Best Student Paper Award” pelo melhor trabalho de investigação de um aluno de doutoramento, com um estudo teórico sobre os meios tellegen. A finalidade foi caracterizar estes metamateriais de forma eletromagnética, ou seja, perceber quais são as suas propriedades e de que forma reagem ao contacto com a luz, já que os efeitos produzidos são muitas vezes inesperados.
Foi-lhe também atribuído o Prémio Professor Abreu Faro, em reconhecimento pelo seu trabalho nas “ondas eletromagnéticas em metamateriais não recíprocos” que constituem “uma nova abordagem geométrica e matemática” na área da Física.








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