“Estamos a tentar avaliar o que se passou, porque ainda não sabemos o que sucedeu”, disse João Martins, proprietário da Pirotecnia do Bombarral, responsável pelo fogo de artifício na festa do Varatojo.
Segundo o gerente, o acidente “não aconteceu durante o lançamento mas sim após o espetáculo, no início da operação de desmontagem, onde alguma coisa não correu bem”.
“É um trabalho profissional que só pode ser feito por uma pessoa habilitada pela PSP, porque não era material pirotécnico simples de utilização livre”, referiu, apontando que o funcionário que morreu “tinha vinte anos de experiência e era uma pessoa perfeitamente habilitada para fazer montagem de espetáculos de pirotecnia”.
Assegurando que em 81 anos de atividade da fábrica pirotécnica “este é o primeiro acidente mortal com o manuseamento de foguetes”, João Martins sublinhou que “trabalhamos numa atividade que tem mais riscos que outras, onde há procedimentos para evitar acidentes, apesar de não se estar livre que aconteçam”.
Na aldeia do Casal da Curtinha, na Lourinhã, onde a vítima residia, o ambiente era de consternação e dor. “A família não está bem. Ficou muito chocada e está completamente destroçada”, relatou um amigo da vítima.
Natural de Chão de Sapo, Cadaval, Carlos Manuel Martins, conhecido pela alcunha “Bacalhau”, era casado e tinha dois filhos, uma rapariga de 15 anos e rapaz de 19.
Foi jogador de futebol em várias equipas da região, sempre como guarda-redes, treinador e dirigente associativo.




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